
Texto analisa a possibilidade de Donald Trump contestar o resultado das eleições nos Estados Unidos e os efeitos de uma apuração prolongada. (Foto: Instagram)
A Argentina governada por Javier Milei, “El Loco”, está de portas abertas para Donald Trump caso ele queira deixar a Presidência dos Estados Unidos e fugir para outro país. Mas fugir é coisa dos Bolsonaro, pai e filhos, ou de líderes de regimes autoritários que temem ser punidos pelo próprio povo após anos ou décadas de arbítrio e má governança.
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Se a chamada “onda azul” se confirmar hoje ou nos próximos dias — com o Partido Democrata retomando a maioria na Câmara dos Deputados e no Senado —, o mais provável é que Trump não reconheça o resultado das eleições e alegue fraude. Foi o que fez ao ser derrotado pelo democrata Joe Biden em 2020.
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Trump tem vocação para ditador, assim como Jair, condenado e preso por tentativa de golpe de Estado. Já Flávio, o falso Bolsonaro “moderado e vacinado”, tem vocação para acumular dinheiro e frequentar festinhas íntimas bancadas por quem queira agradá-lo e, por tabela, à família dele.
Nos Estados Unidos, um candidato condenado pode disputar a Presidência. No Brasil, não. Flávio foi o primeiro candidato da história do país investigado por crimes a concorrer ao mais alto cargo público. Depois de vencer o primeiro turno, agiu como se já tivesse sido eleito. Começou a montar antecipadamente seu futuro governo, mas subestimou a formação da “onda vermelha”, acreditando que ela não seria tão gigantesca quanto parecia. Quando percebeu, já era tarde.
Esse risco Trump não enfrenta. Ninguém sabe melhor do que ele o que está por vir. É pouco provável que a apuração completa da votação nos 50 estados americanos termine até a virada de terça para quarta-feira. Especialistas dizem que, por diferentes razões, a definição dos resultados em estados como Maine, Alasca, Arizona e Califórnia pode levar dias ou até semanas.
Parte da demora se deve ao enorme número de eleitores; outra parte decorre de dificuldades geográficas ou de regras estaduais específicas sobre o recebimento e a contagem de cédulas enviadas pelo correio. Maine e Alasca, por exemplo, adotam o sistema de votação por escolha ranqueada, com uma segunda rodada de apuração, e não usam urnas eletrônicas.
Assim, Trump terá bastante tempo para prestar contas aos que ainda o apoiam, fazer acusações sem provas e prometer reagir à altura de sua infelicidade. Além disso, e se as pesquisas errarem as previsões, como ocorreu por aqui ao apostar na vitória de Flávio? E se, no fim das contas, a “onda azul” democrata não for tão azul quanto se anuncia?
Continua de pé a oferta de Trump de uma recompensa de US$ 1 milhão por informações que levem a uma condenação por fraude eleitoral. Em resposta às alegações infundadas dele sobre problemas na votação e à campanha por maior controle federal das eleições estaduais, as autoridades se prepararam para possíveis cenários catastróficos em que o governo federal tente intervir no processo eleitoral.
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