
Trump parabeniza democratas após derrota republicana nas eleições de meio de mandato (Foto: Instagram)
Após o Partido Democrata confirmar a maioria no Senado e na Câmara nas eleições de meio de mandato, o presidente dos EUA, o republicano Donald Trump, admitiu a derrota e, nesta quarta-feira (4/11), elogiou seus adversários — algo incomum. “Bem, digo o seguinte: parabéns aos democratas. Eles fizeram um bom trabalho”, afirmou Trump em entrevista por telefone à Fox News.
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O líder republicano, porém, tentou se desvincular de qualquer responsabilidade pessoal pelo resultado das urnas — que modifica o panorama dos dois últimos anos de seu mandato — e preferiu atribuir a culpa a seus correligionários republicanos. “Eles [democratas] esperavam por isso há 11 anos e, finalmente, conseguiram. Mas não encaro isso como um golpe contra mim”, disse.
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Os elogios são bastante incomuns, já que Trump chamou os democratas de comunistas e até de islamistas durante boa parte da campanha eleitoral.
Trump também voltou a afirmar que, diferentemente do que ocorreu depois de sua derrota na eleição presidencial de 2020, desta vez aceitou o resultado das urnas e está disposto a trabalhar com os democratas, que passarão a controlar o Congresso. “Posso trabalhar com eles em muitas questões”, ressaltou.
Ao mesmo tempo, o presidente alertou que está preparado para usar seu poder executivo e vetar qualquer projeto de lei democrata que desejar. “Eles podem enviar, digamos, 50 projetos de lei excelentes, com os quais estejam todos entusiasmados. Eu simplesmente os devolvo com um carimbo bem claro: ‘Veto’”.
PAPEL DO CONFLITO NO IRÃ
Como as pesquisas apontavam que a guerra no Irã — e a consequente alta dos preços do petróleo — era extremamente impopular entre os eleitores, Trump reconheceu que o conflito, que segue sem solução, contribuiu para o resultado.
“Acho que o Irã teve um papel nisso, mas, ao mesmo tempo, as pessoas entenderam a importância do que fiz em relação ao Irã”, declarou Trump à Fox.
No entanto, o tom conciliador de Trump não se estendeu ao próprio partido. Durante a campanha, o político de 80 anos pediu diversas vezes aos republicanos que “fingissem que ele estava na cédula eleitoral”.
Mas, nessa terça, ele insistiu que o problema havia sido justamente o contrário. “Eu não estava na cédula eleitoral e, se estivesse, teríamos vencido com uma vitória esmagadora. Obrigado pela atenção a este assunto”, escreveu Trump em uma publicação na plataforma Truth Social.
Tags: Donald Trump, Eleições EUA, EUA







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