Deputado sobre aulas de sexualidade: “esquerda quer doutrinar as crianças”

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Daniel de Castro defende projeto que prevê aviso prévio e opção de dispensa em aulas de educação sexual. (Foto: Instagram)

Reeleito para o segundo mandato na Câmara Legislativa do DF (CLDF) com mais de 21 mil votos, o deputado distrital Daniel de Castro (PP) defendeu, em entrevista nesta quarta-feira (4/11), um projeto de lei que obriga escolas a avisar sobre aulas de educação sexual e permite que os pais dispensem os alunos dessas atividades.

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O parlamentar disse que as “escolas querem sexualizar as crianças” e afirmou que não aceita o que considera uma doutrinação sexual de crianças promovida pela esquerda.

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Questionado sobre a possibilidade de o projeto proteger responsáveis por abusos cometidos em casa, Daniel de Castro declarou ser favorável à punição dos agressores e elogiou o trabalho da polícia no combate a esse tipo de crime.

Segundo o Fórum de Segurança Pública, 70% dos estupros de crianças de até 9 anos são cometidos dentro de casa.

A proposta prevê que as escolas comuniquem, com 10 dias de antecedência, a realização de aulas, palestras e outras atividades relacionadas à educação sexual, além de informar o conteúdo aos pais. Os responsáveis poderão dispensar as crianças de assistir às aulas, e a escola deverá oferecer uma atividade alternativa para que elas permaneçam no local durante esse período.

Daniel de Castro explicou que não aceita, segundo ele, que os direitos dos pais sejam retirados. Disse que cabe a eles ensinar educação sexual às filhas, enquanto a escola deve ensinar matérias como matemática, biologia e física. Para o deputado, se houver “doutrinação sexual” apresentada como educação sexual, os pais precisam ser avisados com 10 dias de antecedência e poderão impedir os filhos de assistir à aula.

O parlamentar afirmou que a proposta busca proteger as crianças da doutrinação da esquerda nas escolas. Disse que não vê problema em uma criança fazer uma denúncia a um professor durante uma aula de biologia, mas criticou a possibilidade de o docente falar sobre corpos LGBTQIA+ em vez de explicar as diferenças entre os corpos masculino e feminino. Também declarou que uma mulher nunca será homem.

Recentemente, o Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional uma lei semelhante à proposta de Daniel de Castro, aprovada no Maranhão, e outra no Espírito Santo. Perguntado se o projeto dele poderia ter o mesmo destino, o deputado afirmou estar disposto a enfrentar o Supremo.

Daniel de Castro criticou a atuação da Corte, que, segundo ele, deixou de ser “Supremo” e se tornou ideológica. Também disse que ela seria uma extensão da Presidência da República e um “puxadinho do PT”.

Na entrevista, o deputado também se posicionou contra o uso de banheiros por pessoas trans. Disse que não aceitaria que um homem, que nasceu biologicamente homem, usasse o banheiro de sua filha e questionou a ideia de aceitar essa situação com naturalidade.

SEGUNDO MANDATO E RELAÇÃO COM O GOVERNO

Líder do PP na CLDF, Daniel de Castro afirmou que saúde estará entre as prioridades de seu próximo mandato. Ele também comentou a reeleição de Celina Leão (PP), destacando a capacidade de gestão e articulação da governadora.

O deputado disse estar esperançoso com o governo de Celina Leão e descreveu a governadora como alguém aberta ao diálogo, sensível, que ouve as pessoas e mantém firmeza em suas posições.

Daniel de Castro também elogiou a capacidade de diálogo de Welligton Luiz, atual presidente da CLDF, com quem a nova composição da Casa deverá se relacionar. O parlamentar defendeu ainda o nome dele para um possível terceiro mandato à frente da Casa.

Segundo Daniel de Castro, Welligton Luiz dialoga bem com a esquerda na Câmara e tem um perfil mais voltado ao diálogo.

Tags: Distrito Federal, Daniel de Castro, educação sexual, CLDF

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