Mpox: DF pede imunizantes ao Ministério da Saúde após chegar a 23 casos e ficar sem vacina

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DF está sem doses da vacina contra a mpox; casos confirmados chegaram a 23 em 2026. (Foto: Instagram)

O Distrito Federal está sem doses da vacina contra a mpox. De acordo com a Secretaria de Saúde (SES-DF), foram solicitados novos lotes ao Ministério da Saúde, mas não há previsão para a chegada dos imunizantes.

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A secretaria também destacou que a vacinação contra a doença não é voltada à população em geral. “A imunização é restrita a grupos prioritários com perfis clínicos específicos, definidos pelo Ministério da Saúde. No Distrito Federal, a aplicação ocorre no Hospital Universitário de Brasília (HUB), mediante avaliação técnica prévia”, informou em nota.

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A escassez de doses ocorre em meio ao aumento dos diagnósticos da doença na capital. Em nota publicada nesta quarta-feira (4/11), a SES-DF elevou para 23 o número de casos confirmados de mpox no Distrito Federal em 2026.

A princípio, a secretaria havia informado que o diagnóstico de um homem de 32 anos, morador do Guará (DF), confirmado na segunda-feira (2/11), correspondia ao 13º caso registrado neste ano. Segundo a pasta, os dados são “dinâmicos e atualizados à medida que o sistema recebe novas informações”. O levantamento mais recente inclui registros até 4 de novembro.

A SES-DF também afirmou que ainda não foi identificada de forma conclusiva a cepa predominante nos casos recentes registrados no Distrito Federal.

ENTIDADES LGBT+ COBRAM MEDIDAS PARA AMPLIAR PROTEÇÃO

A falta de vacinas contra a mpox preocupa entidades que defendem os direitos LGBT+ no Distrito Federal, sobretudo pelo risco de agravamento da doença entre pessoas que vivem com HIV e têm a imunidade comprometida.

“Estamos falando de uma doença para a qual existem medidas de prevenção, vacina e assistência. É inadmissível que pessoas continuem correndo risco de morrer ou de ter seu quadro de saúde agravado enquanto existe uma vacina capaz de ajudar a prevenir esses desfechos”, afirma Michel Platini, representante do CentroDH e do Estruturação no Conselho de Saúde do DF.

Em razão do desabastecimento, as entidades defendem que a vacinação dos grupos prioritários seja retomada e que os critérios de imunização sejam ampliados. “A proposta é incluir pessoas LGBT+ em situação de maior exposição epidemiológica, especialmente aquelas que utilizam a profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP), uma medicação usada por pessoas que não vivem com HIV para reduzir o risco de infecção pelo vírus”, acrescentou.

Tags: Ministério da Saúde, Saúde, Secretaria de Saúde do DF, Vacinas

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