
Santiago Peña afirmou que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos sobre sua relação com o caso Ueno Bank. Em meio à crise política no Paraguai, o presidente também defendeu que os poupadores sejam ressarcidos. (Foto: Instagram)
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, afirmou nesta quinta-feira (5/11) que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos sobre sua relação com o escândalo envolvendo o Ueno Bank. A declaração foi publicada na rede social X durante sessão do Congresso que analisava o pedido de renúncia do presidente.
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Peña anunciou que deixaria a Presidência horas antes da votação, enquanto avançava no Congresso um pedido de impeachment. A crise política começou após o colapso do Ueno Bank, um dos principais bancos digitais do país, que teve as operações suspensas pelo Banco Central paraguaio.
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Em carta dirigida à população paraguaia, Peña declarou que pretende exercer seu direito à defesa e colaborar com as instituições encarregadas da investigação. O presidente também disse que entregará as informações solicitadas para esclarecer os fatos e responsabilizar eventuais envolvidos em irregularidades.
Peña escreveu que colaborará integralmente com as instituições competentes para esclarecer o ocorrido, definir responsabilidades e fazer com que quem tenha violado a lei responda à Justiça.
O presidente também defendeu que os clientes atingidos pela crise bancária sejam ressarcidos, qualquer que seja o desfecho do processo político contra ele. Segundo Peña, o debate sobre sua permanência no cargo não deve atrasar as providências para que os poupadores recuperem os valores depositados na instituição.
Ele afirmou que o pagamento aos poupadores não deve depender do que acontecer com ele e que a discussão sobre sua permanência no cargo não pode impedir as soluções necessárias às famílias afetadas.
Confira a carta na íntegra:
Queridos compatriotas:
Sei que atravessamos um momento de preocupação e incerteza. Quero me dirigir a vocês com clareza e serenidade.
Com a continuidade do processo de impeachment, comparecerei e exercerei meu direito à defesa. Farei isso apresentando argumentos e provas, com respeito à Constituição e às instituições da República.
Ainda que alguns já tenham antecipado sua decisão, vou exercer esse direito. Não por orgulho pessoal, mas porque prestar contas e dar explicações também é uma responsabilidade diante do povo paraguaio.
Colaborarei integralmente com as instituições competentes para esclarecer o ocorrido, determinar responsabilidades e fazer com que aqueles que infringiram a lei respondam à Justiça. Entregarei as informações que me forem solicitadas. A população merece conhecer a verdade, sem encobrimentos e sem que alguém esteja acima da lei.
Quero, porém, deixar algo muito claro: o pagamento aos poupadores não pode depender do que acontecer comigo. O debate sobre minha permanência no cargo não pode impedir as soluções necessárias às famílias afetadas.
Minha prioridade foi promover, dentro da lei e em coordenação com as instituições responsáveis, as medidas para que os poupadores recuperem seus depósitos. Esclarecer os fatos e resolver os pagamentos são obrigações que precisam avançar simultaneamente. Uma não pode servir de justificativa para adiar a outra.
Peço que mantenhamos a calma e a paz. A reivindicação da população merece ser ouvida e atendida com respeito, informações claras e ações concretas.
Meu destino pessoal não está acima do Paraguai. Seja qual for o resultado deste processo, agirei com responsabilidade e respeito à Constituição. Meu compromisso é com a verdade, com as instituições e, acima de tudo, com as famílias paraguaias.
Que Deus abençoe o Paraguai.
Tags: Impeachment, Paraguai, presidente







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