
Lillian Dalton: da formatura ao diagnóstico de um câncer hepático raro (Foto: Instagram)
Três dias após concluir sua graduação, a jovem americana Lillian Dalton, conhecida como Lilly, de apenas 21 anos, foi diagnosticada com um câncer extremamente raro no fígado. Ela cresceu em Laguna Niguel, no Condado de Orange, Califórnia. Em Ladera Ranch, uma localidade próxima, 12 jovens e crianças foram diagnosticados com um tipo raro de câncer, o sarcoma de Ewing.
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Devido à proximidade dos casos com o local onde Lilly cresceu, seus pais, Brian Dalton e Nicole Dalton, estão solicitando que as autoridades locais investiguem a possível causa dessa doença.
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Após se formar em história pela Universidade de Loyola, em Nova Orleans, em 2024, Lilly começou a sentir uma dor intensa no estômago e pediu conselhos aos pais. Como já havia reclamado de dores antes, eles pensaram que não era nada sério.
No entanto, com o agravamento da dor, ela procurou atendimento médico. Inicialmente, os médicos pensaram que era gastrite e a enviaram para casa com medicação, recomendando que retornasse se a dor piorasse.
A dor aumentou e Lilly voltou ao hospital, onde exames revelaram um tumor em seu fígado. Desesperada, ela contatou os pais, que organizaram seu retorno para casa para consulta com o médico da família.
Após exames detalhados, foi detectada uma grande massa no fígado, e uma cirurgia de ressecção hepática foi marcada. Durante a operação, outros tumores menores foram encontrados e removidos.
Os tumores foram analisados e revelaram um câncer extremamente raro e de difícil diagnóstico. Médicos de diversos hospitais colaboraram no caso e, em setembro de 2024, diagnosticaram Lilly com tumor desmoplásico de pequenas células redondas (DSRCT).
Devido à raridade do câncer de Lilly, o DSRCT foi a classificação mais próxima que os médicos conseguiram. A doença tem uma taxa de sobrevivência de cerca de 15%.
Após o diagnóstico, Lilly foi tratada no Instituto de Câncer Huntsman em Salt Lake City, submetendo-se a quimioterapias agressivas sem sucesso. Foi sugerida uma cirurgia para quimioterapia intraperitoneal hipertérmica (HIPEC).
Nesse procedimento, uma incisão é feita do esterno até a pelve para remover tumores visíveis. Lilly tinha cerca de 30 pequenos tumores, que foram retirados.
Para eliminar possíveis células cancerígenas remanescentes, quimioterapia aquecida foi aplicada em seu abdômen por algumas horas.
A recuperação foi difícil; Lilly ficou internada por 23 dias e passou por mais sessões de quimio e radioterapia com prótons no abdômen, mas sem sucesso. Os pais tentaram inscrevê-la em um ensaio clínico, mas não conseguiram.
Em janeiro de 2023, Lilly foi enviada para casa para cuidados paliativos e faleceu duas semanas depois. “Minha filhinha, Lillian, era a menina perfeita. Sei que todos os pais dizem isso, mas ela realmente era”, disse Dalton à revista People.
Antes de falecer, Lilly usou as redes sociais para conscientizar sobre as causas de diversos tipos de câncer.
O pai de Lilly, ao saber dos casos de sarcoma de Ewing em 12 crianças e jovens da região, não acreditou que fosse coincidência. “É inacreditável que tantos casos raros de câncer surjam em uma comunidade tão pequena. São cerca de 10 quilômetros de onde está o surto da doença no bairro em que Lilly cresceu”, desabafou.
Por isso, os Dalton estão pressionando as autoridades locais a investigarem o surto deste tipo de câncer em Orange, Califórnia.







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