
Lula durante discurso na 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, em Assunção. (Foto: Instagram)
Assunção — Na manhã desta terça-feira (30/6), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou na sessão plenária da 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, que ocorreu na capital paraguaia.
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Durante o evento, Lula argumentou que a integração entre os países do bloco deve superar "divergências ideológicas". Essa declaração surge em um contexto de ascensão de governos de direita na região, com as eleições recentes de líderes desse espectro na Colômbia e no Peru.
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O presidente brasileiro alertou sobre ameaças à democracia na região, citando a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Ele também mencionou a situação da Bolívia, que enfrentou uma onda de protestos levando o governo a decretar estado de emergência.
Lula destacou que enfrentar organizações criminosas é um dos maiores desafios regionais, afirmando que "não há democracia forte ou desenvolvimento duradouro quando o crime organizado corrói a autoridade legítima do estado".
FORTALECIMENTO DO MERCOSUL
Sem mencionar nomes, Lula enfatizou que "ninguém é dono da América do Sul" e que "nenhum país do Mercosul ganhará mais liberdade de ação por meio de alinhamentos automáticos ou escolhas excludentes".
Ao concluir seu discurso, Lula confirmou que será candidato nas eleições presidenciais de outubro. Ele mencionou o cenário de "terra arrasada" ao assumir o mandato e destacou os índices econômicos do país. Pediu ao presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, que assume o comando do bloco nesta terça, que trabalhe para fortalecer as instituições de apoio ao Mercosul, "para que ele funcione perfeitamente bem, independentemente de qualquer presidente eleito".
O chefe do Planalto afirmou: "O Mercosul não pode funcionar de acordo com a eleição desse ou daquele presidente. Senão a gente nunca vai ter um bloco realmente forte e funcionando".
ABERTURA
Lula chegou à sede da Conmebol, onde o evento foi realizado, por volta das 10h40, sendo recebido pelo anfitrião, o presidente paraguaio, Santiago Peña. Ao chegar, Lula parabenizou o Paraguai pela vitória sobre a Alemanha na Copa do Mundo: "Parabéns ao Paraguai", disse.
A reunião de líderes marca o término da presidência pro tempore do Paraguai, passando o bastão para o Uruguai. Na abertura, o chanceler do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, fez um balanço dos trabalhos realizados nos últimos seis meses à frente do bloco. Em seguida, Peña discursou, apelando por mais integração no bloco.
Logo depois, o presidente Lula falou, iniciando com um pedido de um minuto de silêncio pelas vítimas da tragédia causada pelos terremotos na Venezuela.







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