Cartas de Pokémon se tornam tendência de moda no streetwear

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Cartas de Pokémon viram acessórios fashion nas ruas e passarelas (Foto: Instagram)

Novos "acessórios" criativos estão dominando o visual urbano de celebridades e do público em geral ao redor do mundo. Esses itens, que marcaram a infância de muitas gerações, agora retornam como peças de estilo. Estamos falando das cartas de Pokémon, que, além de serem usadas em jogos, estão em capinhas de celular e chaveiros fashionistas de personalidades como Momo e Nayeon, do grupo de k-pop Twice.

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Transformar as cartas de Pokémon em chaveiros, brincos de resina ou carregá-las em cases transparentes e capinhas de telefone vai além de demonstrar interesse pelo tema. O uso diário dessas cartas se tornou uma forma de expressar estilo. As customizações tornam cada acessório único, variando desde decorações coloridas que combinam com as cores da carta até cortes e colagens com os desenhos.

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A fusão entre a cultura pop e a alta-costura tem aberto caminho para essa tendência. Marcas como Fendi e Balmain já lançaram colaborações oficiais com a franquia Pokémon, mostrando que a nostalgia da infância pode ser perfeitamente integrada ao mercado de luxo e ao streetwear de alto padrão.

O resgate da estética dos anos 2000 e o crescimento do movimento kidcore — que valoriza elementos visuais infantis, cores neon, miçangas e visuais divertidos — encontraram nas estampas clássicas do jogo o complemento perfeito. A arte vibrante das cartas originais funciona como um ponto de cor estratégico, trazendo leveza e autenticidade para as produções urbanas contemporâneas.

O universo das tendências e dos colecionáveis alcançou uma vitória significativa no campo jurídico. Recentemente, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) determinou que cartas de jogos de estratégia como Pokémon e Magic: The Gathering possuem a mesma imunidade tributária concedida pela Constituição a livros e periódicos. Essa decisão, alinhada à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), reconhece que esses itens desempenham um papel fundamental na difusão cultural e informacional, superando o status de meros artigos de entretenimento.

A decisão judicial se consolidou após um jogador e competidor internacional ter suas cartas e acessórios apreendidos pela Receita Federal, sob a alegação de não pagamento de impostos de importação. Ao rejeitar o recurso da Fazenda Nacional, os magistrados concluíram que o proprietário não cometeu fraude aduaneira, já que os itens são protegidos pela imunidade constitucional. Como resultado, a autuação fiscal foi anulada e a Justiça determinou a devolução imediata do acervo, estabelecendo um precedente importante para o mercado de colecionáveis de alto valor que orbitam o universo fashion.

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