Advogado Sidiclei da Costa Almeida é preso por esquema de propina com policiais em SP

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Advogado Sidiclei da Costa Almeida e cédulas apreendidas durante a operação contra esquema de propina (Foto: Instagram)

O advogado Sidiclei da Costa Almeida foi preso no dia 28 de agosto durante uma operação que investigava um esquema de propina envolvendo policiais civis. De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Sidiclei cobrava honorários para realizar "acertos" que liberavam cargas de eletrônicos apreendidas.

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A operação, realizada em conjunto com a Corregedoria da Polícia Civil, tinha como alvo um esquema suspeito de cobrar propina para liberar cargas apreendidas. Além de Sidiclei, foram presos os policiais civis Bruno Moreno dos Santos, José Adriano Pereira da Silva Nishi e Marcos Vinicius de Souza Melo, além do empresário Jonathan Renan Vieira.

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Uma das mensagens encontradas no celular do empresário Thiago Marcel Magnabosco, que também é investigado, detalhava três serviços que somavam R$ 115 mil, incluindo pagamentos indevidos a policiais. O Ministério Público de São Paulo aponta Magnabosco como líder do grupo responsável pelas cargas.

A expressão "resolução de problemas" usada por Sidiclei foi um dos focos da investigação. A Justiça documentou que ele cobrou R$ 35 mil em honorários, indicando que parte do serviço envolvia "acertos" relacionados a apreensões.

O Gaeco afirma que Sidiclei não só atuou como advogado, mas também negociou diretamente com agentes públicos e acompanhou a liberação das cargas. Ele teria orientado clientes a declarar valores menores para as cargas e facilitado a restituição após o pagamento de propina.

A investigação sugere que Sidiclei desempenhou um papel central na intermediação de vantagens indevidas, utilizando contas bancárias para pagamentos e acompanhando negociações. Até agora, além de Sidiclei, foram presos os policiais civis Bruno Moreno dos Santos, José Adriano Pereira da Silva Nishi, Marcos Vinicius de Souza Melo e o empresário Jonathan Renan Vieira. A defesa dos envolvidos ainda não foi localizada, mas o espaço segue aberto para manifestações.

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