
Proteína neural OPA1 e a preferência por alimentos gordurosos (Foto: Instagram)
Cientistas da Universidade Metropolitana de Osaka, no Japão, descobriram uma proteína neural que pode influenciar o consumo de alimentos gordurosos. Os achados foram divulgados na FASEB Journal em maio.
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O foco da pesquisa foi a proteína OPA1, presente em todo o corpo e essencial para o funcionamento das mitocôndrias, conhecidas como as "baterias" das células. Estudos anteriores já haviam indicado que a falta ou mau funcionamento desta proteína poderia alterar hábitos alimentares, levando à obesidade em animais.
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No estudo, os pesquisadores se concentraram na OPA1 em neurônios que possuem o receptor de melanocortina 4 (MC4R), responsáveis pela regulação de energia e controle do apetite.
CAMUNDONGOS COM FALTA DA PROTEÍNA PREFEREM DIETAS GORDUROSAS
Durante os testes, camundongos geneticamente modificados para não terem a OPA1 nos neurônios MC4R mostraram preferência por alimentos gordurosos e ganharam peso mais rapidamente do que o grupo de controle. Os efeitos foram mais pronunciados em fêmeas. Com o tempo, esses camundongos se tornaram obesos.
Os cientistas afirmaram que a falta ou mau funcionamento da OPA1 pode comprometer o funcionamento dos neurônios que controlam o apetite, possivelmente devido à redução da energia fornecida pelas mitocôndrias.
Entretanto, quando os camundongos foram tratados com um medicamento para obesidade, o tratamento foi eficaz, indicando que a ausência da OPA1 não interrompe completamente a sinalização do MC4R.
Nos machos de ambos os grupos, o medicamento foi eficaz. Já nas fêmeas sem OPA1, o remédio não teve o mesmo efeito, o que chamou a atenção dos pesquisadores.
Se o mesmo mecanismo for encontrado em humanos, a descoberta poderá levar ao desenvolvimento de novos tratamentos.
“As diferenças de gênero observadas nas respostas à OPA1 e na susceptibilidade à obesidade podem ajudar a desenvolver tratamentos que considerem esses fatores, além de novas abordagens de medicina personalizada”, disse Shigenobu Matsumura, um dos autores do estudo, em comunicado.







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