
Taxistas em São Paulo reforçam alerta: “Guarde o celular” (Foto: Instagram)
Vidros quebrados, dias sem trabalho, além de outras perdas financeiras e emocionais têm levado taxistas a fazer um apelo aos passageiros: evitem usar o celular dentro do carro. O receio de serem alvos de ladrões transformou essa recomendação em um pedido insistente para prevenir transtornos.
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
Gangues conhecidas como "quebra-vidro" ou criminosos atuando sozinhos estão presentes em toda a cidade de São Paulo, forçando taxistas e motoristas de aplicativos a entrarem em atrito com os clientes para evitar assaltos.
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
Hoje em dia, o celular é uma extensão do trabalho, e muitos aproveitam o tempo no táxi para adiantar tarefas, tornando o dia mais produtivo enquanto estão no banco traseiro. No entanto, o risco de ser roubado é real.
A taxista Luciana Malheiros teve dois vidros quebrados por ladrões em um ano. Em uma das ocasiões, ela ainda alertou a vítima antes do ataque. “Disse para a moça desligar o celular, ela respondeu que estava desligando, mas não houve tempo”, relata.
Luciana conta que a substituição do vidro custou quase R$ 500. “A seguradora cobre o vidro, mas demora sete dias. Você acaba pagando do próprio bolso para não ficar parada”, explica.
O taxista Luiz Evandro, com 24 anos de experiência nas ruas de São Paulo, também foi vítima de ladrões, perdendo vidro e dias de trabalho, resultando em um prejuízo total estimado em cerca de R$ 1.000.
“Quebraram o vidro no sábado à noite, faltando duas horas para eu encerrar o trabalho. No domingo, trabalharia para compensar um dia. Na segunda, não trabalhei. Só na terça à tarde voltei ao trabalho. Além de pagar pelo vidro, deixei de trabalhar”, afirma.
Ele diz que, mesmo com pedidos enfáticos para que o celular fique guardado, muitos passageiros insistem em usá-lo. “[Dizem] Eu sei, mas preciso trabalhar.”, comenta.
O taxista Custódio Caetano Pinto, de 67 anos, suspeita que um limpador de vidros tenha quebrado um dos vidros traseiros de seu carro e roubado o celular de um passageiro. “Foi um golpe certeiro. Pegou da mão de um senhor idoso”.
Com 26 anos na profissão, Pinto alerta seus clientes sobre os riscos quando necessário. “Recomendo não usar de jeito nenhum, especialmente em bairros periféricos ou locais perigosos”, aconselha.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) não possui dados específicos sobre roubos e furtos de celulares envolvendo apenas taxistas.
De forma geral, conforme o anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), São Paulo é a terceira cidade com maior taxa de celulares roubados no Brasil. Em 2025, a capital paulista registrou 1.390,5 celulares roubados para cada 100 mil habitantes, quase quatro vezes a média nacional de 371,2.
O QUE DIZ A SSP
A SSP afirma que as Polícias Civil e Militar trabalham juntas para combater crimes patrimoniais em São Paulo.
“O combate aos roubos e furtos de celulares na capital foi intensificado com ações de inteligência, investigação e policiamento ostensivo, incluindo operações específicas contra a modalidade ‘quebra-vidro’, prevenção a abordagens a motoristas e reforço da segurança nas vias com mais ocorrências”, diz a nota.
A SSP também informa que, no primeiro semestre deste ano, os roubos de celulares na capital caíram 14,8% em relação ao mesmo período de 2025. Desde junho de 2025, mais de 31,9 mil celulares foram recuperados no Estado pelo SP Mobile, programa que localiza aparelhos roubados ou furtados quando ativados por terceiros, muitos deles sem saber da origem ilícita, dos quais cerca de 33% já foram devolvidos aos proprietários.







Leave a Reply