Câmeras na PM se tornam ponto crucial nas eleições de MG; veja as propostas dos candidatos

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Policiais militares em patrulhamento em Belo Horizonte. (Foto: Instagram)

Belo Horizonte – O debate sobre câmeras corporais ultrapassou o âmbito da segurança pública e tornou-se um dos focos principais na corrida ao governo de Minas Gerais. Enquanto Cleitinho (Republicanos) propõe acabar com o uso desses dispositivos pela Polícia Militar, seus oponentes defendem desde a ampliação da tecnologia até soluções intermediárias, fazendo do tema um dos grandes diferenciais entre as propostas de segurança apresentadas aos eleitores.

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O assunto ganhou destaque após o senador e candidato Cleitinho Azevedo (Republicanos) afirmar, em um debate promovido pela Band Minas em agosto, que, se eleito, os policiais mineiros não usariam câmeras corporais.

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A declaração gerou impacto nas redes sociais de Cleitinho, dividindo opiniões entre seus seguidores e resultando em mais críticas que o habitual. Sob pressão, ele chegou a sugerir que todos os agentes públicos deveriam utilizar o equipamento.

O uso de câmeras por policiais é apoiado pela maioria dos outros candidatos ao governo mineiro. O deputado federal Patrus Ananias (PT) é um dos defensores da medida, propondo a implementação gradual da tecnologia nas forças de segurança, inclusive em unidades especializadas, com protocolos de uso e proteção do conteúdo capturado.

Apesar de não se opor ao uso, Alexandre Kalil (PDT) argumenta que os policiais têm outras prioridades no momento. “Antes de discutir se devemos ou não usar câmeras, precisamos de faxineiras, gasolina, armas e treinamento, que foi interrompido em 2025”, declarou ele ao Metrópoles.

Flávio Roscoe, candidato bolsonarista, defende o uso das câmeras pelos agentes de segurança, vendo nelas uma forma de proteger os agentes, mas sem a necessidade de estarem ligadas 24 horas por dia.

Gabriel Azevedo (MDB) também apoia a medida e defende que as câmeras devam gravar continuamente durante o serviço operacional. “A gravação deve ser automática e ininterrupta, com acesso auditável, armazenamento seguro e proteção de dados, com exceções estritas para inteligência e situações de intimidade”, afirmou o candidato do MDB.

R$ 6,4 MILHÕES GASTOS COM CÂMERAS
O governo de Minas Gerais, atualmente sob a liderança do candidato à reeleição Mateus Simões (PSD), adquiriu cerca de mil câmeras corporais, além de outras 600 compradas com recursos do Fundo Especial do Ministério Público (Funemp). No total, o investimento nos equipamentos foi de quase R$ 6,5 milhões de recursos públicos.

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