
Fachada do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE) em São Paulo (Foto: Instagram)
O estado de São Paulo abriga atualmente 3 mil criminosos foragidos por crimes graves, principalmente homicídio e latrocínio (roubo seguido de morte). Na capital, esse número chega a 1.022 pessoas com mandados de prisão preventiva em aberto. As informações são de um levantamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com base em dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões, do Conselho Nacional de Justiça (CNJP).
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A operação nacional, denominada Projeto Captura, foi lançada em 24 de agosto. Esta iniciativa é conduzida pelo Ministério da Justiça em colaboração com as secretarias de Segurança Pública de todos os estados, incluindo São Paulo.
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O objetivo do MJSP é divulgar informações sobre indivíduos cuja captura é estratégica para desmantelar organizações criminosas, além de cumprir ordens de prisão contra homicidas e latrocidas que ainda não foram detidos.
Em São Paulo, a Divisão de Capturas do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) é responsável pela execução das ações.
Outros departamentos na capital, como o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e o Departamento Estadual de Investigação de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), também participam da operação.
Na Região Metropolitana e no interior, as operações são conduzidas pelo Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro) e pelos Departamentos de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinters).
Rogério Thomaz, delegado da Divisão de Capturas, afirmou ao Metrópoles que quase todos os 1.022 mandados na capital são de indivíduos procurados por homicídio doloso ou latrocínio.
As ações, iniciadas em 24 de agosto, continuarão até 26 de setembro.
Entre as primeiras prisões da operação está Francisco Kaue Viana Tavares, conhecido como Falcão. Ele foi encontrado na zona norte de São Paulo e é apontado como líder do Comando Vermelho no Ceará.
Falcão estava sob investigação por supostas ameaças e extorsões a políticos cearenses, além de envolvimento no tráfico de drogas. Ele também organizava o escoamento de cocaína e mantinha dois pontos de venda de drogas em São Paulo.
"O foco é capturar pessoas que cometeram crimes graves, como homicídios e latrocínios, que ainda estão foragidas. Todos os departamentos da Polícia Civil de São Paulo estão empenhados em prendê-los", afirmou Thomaz.







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