Polícia Federal investiga esquema de aluguel de carros com verba da Câmara

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Relógio Patek Philippe e dinheiro em espécie apreendidos na Operação Galho Fraco II (Foto: Instagram)

A Polícia Federal (PF) iniciou, na manhã desta quarta-feira (2/7), a terceira fase da Operação Rent a Car, nomeada Galho Fraco II, para aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de desvio de verbas públicas relacionadas ao aluguel de veículos financiado com recursos parlamentares.

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Por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), agentes federais estão executando medidas judiciais no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. Durante as operações, foram apreendidos relógios de luxo e dinheiro em espécie.

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De acordo com a PF, as investigações indicam a possível participação de agentes públicos, indivíduos e empresas que teriam sido usadas para dar uma aparência de legalidade à movimentação dos recursos públicos. Os investigadores também estão analisando possíveis tentativas de ocultação ou destruição de provas, o que pode caracterizar fraude processual.

A operação é um desdobramento das fases anteriores da Rent a Car, que identificaram possíveis irregularidades na contratação de uma empresa de locação de veículos com recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), verba destinada ao custeio de despesas relacionadas ao mandato de parlamentares.

Nesta nova fase, a Polícia Federal concentra suas investigações na forma como esses recursos foram movimentados e no destino final dos valores.

Os investigados poderão responder, de acordo com o grau de envolvimento de cada um, pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.

Uma das fases da Operação Rent a Car foi iniciada pela Polícia Federal em junho de 2024 para investigar um suposto esquema de contratos firmados pela empresa Harue Locação de Veículos Ltda., suspeita de emitir notas fiscais e simular serviços para viabilizar o desvio de recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar.

Na ocasião, a Polícia Federal cumpriu seis mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Rio de Janeiro e Tocantins. Os alvos eram assessores dos deputados federais Carlos Jordy (PL-RJ) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). A investigação está em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) por envolver parlamentares com foro privilegiado.

As investigações revelaram que a empresa recebeu cerca de R$ 841,9 mil em pagamentos de verbas parlamentares entre 2015 e 2024. Desse montante, aproximadamente R$ 557,4 mil teriam sido pagos por Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante, que negam qualquer irregularidade.

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