
Senador durante sessão no plenário do Senado (Foto: Instagram)
Conhecido por seu discurso de vida simples e críticas ao uso de recursos públicos, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que é candidato ao governo de Minas Gerais, teria utilizado por anos uma espécie de ponte aérea particular entre Minas e Brasília.
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Uma denúncia feita por um ex-deputado federal do mesmo estado sugere que Cleitinho tem viajado desde o início do mandato em aeronaves de Euclydes Pettersen, presidente estadual do partido, para trajetos entre Minas e Brasília. Entre 2025 e 2026, o senador também teria voado em um Cesna 210L, prefixo PR-SBS, de propriedade do empresário e fazendeiro Roberto Altino, de Governador Valadares, na região do Vale do Rio Doce.
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Altino é amigo próximo de Pettersen. Conforme relatado, o avião era disponibilizado para Cleitinho realizar o trajeto entre Divinópolis e Brasília semanalmente. A aeronave decolava de uma pista alternativa em uma fazenda da região e pousava no aeródromo de São Sebastião, próximo a Brasília.
O uso dessas aeronaves chama a atenção, pois Cleitinho frequentemente afirma que faz o percurso de carro. No entanto, segundo as informações relatadas, essa não teria sido a realidade desde que ele assumiu o mandato de senador.
A relação entre Cleitinho e Euclydes Pettersen também revela a proximidade política entre eles. Pettersen é considerado uma figura central na trajetória do senador, sendo responsável por levá-lo ao então PSC, partido pelo qual foi eleito em 2022.
Em dezembro do mesmo ano, ambos deixaram o PSC juntos, após a legenda não atingir a cláusula de barreira e iniciar fusão com o Podemos. Agora, a relação ganha um novo capítulo. Uma reportagem do Metrópoles, na coluna de Tácio Lorran, publicada na quarta-feira (2/9), revelou que um jatinho associado ao deputado, investigado no caso conhecido como Farra do INSS, foi colocado em leilão por R$ 8 milhões.
A aeronave foi apreendida por ordem do ministro André Mendonça. Segundo a investigação, há suspeitas de que o avião tenha sido comprado com recursos do esquema investigado.
Cleitinho não teria viajado especificamente nessa aeronave que foi a leilão. Contudo, segundo relatos, ele utilizou diversas vezes outro turboélice de Pettersen, avaliado em cerca de US$ 22 milhões.
A coluna entrou em contato com a assessoria do senador, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.







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