
Imagem de câmera corporal mostra policial em abordagem a José Plácido na madrugada de 21 de dezembro de 2025. (Foto: Instagram)
Na madrugada de 21 de dezembro de 2025, um policial militar do Rio de Janeiro tirou a vida de um homem esquizofrênico na frente de seus familiares. As câmeras corporais capturaram o momento em que José Plácido Silio Neto, em surto, foi atingido por dois tiros na entrada de sua residência. Ele faleceu três dias depois, na véspera do Natal.
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O caso foi registrado como tentativa de homicídio contra o policial envolvido, cabo Paulo da Silva Costa. Durante a abordagem, José Plácido atingiu a cabeça do PM com um pedaço de madeira. As imagens mostram o policial perseguindo a vítima e ordenando que soltasse o objeto. Quando José Plácido não obedeceu, o PM disparou uma vez e, mesmo após ele cair, atirou novamente. Um colega de trabalho chegou a dizer: “já deu, já deu, tá bom [sic]”.
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José Plácido ficou caído em frente à casa e foi arrastado até a viatura. Um segundo policial, Ed Carlos da Silva Brito, também atirou contra José Plácido, mas não o atingiu. O registro policial afirma que Paulo da Silva Costa agiu por se sentir ameaçado, mas as imagens mostram que José Plácido estava afastado e parado quando foi baleado.
Os policiais sabiam que José Plácido tinha transtornos mentais, informação dada por uma tia que estava presente. A PM foi chamada após José Plácido agredir sua mãe, Midian dos Santos Silio, em um momento de surto.
José Plácido, ferido com dois tiros, foi arrastado até a viatura pelo cabo Paulo da Silva Costa, que o insultou e o forçou a entrar no veículo mesmo ferido. “Bora, bora, filha da puta [sic]”, disse o PM, chutando a vítima em seguida.
A conduta dos policiais não foi investigada pela Polícia Civil ou pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. O caso resultou em um processo criminal contra José Plácido, mas foi encerrado após sua morte. A família busca agora responsabilizar o policial na Justiça.
FAMÍLIA BUSCA RESPONSABILIZAÇÃO DO PM E INDENIZAÇÃO DO ESTADO
O Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos da Defensoria Pública do Rio de Janeiro solicitou que a Polícia Civil e o Ministério Público investiguem o caso como homicídio e abuso de força. O defensor Lucas Nunes, subcoordenador do Nudedh, anexou imagens das câmeras corporais ao pedido, mostrando que os policiais sabiam do estado mental da vítima.
A Defensoria Pública, que assiste a família de José Plácido, exige que o caso seja tratado como homicídio doloso.







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