Alexandre de Moraes solicita a Fachin quebra total de sigilo no caso Master

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Ministro do STF solicita quebra integral de sigilo no caso Master (Foto: Instagram)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez um pedido ao presidente da Corte, Edson Fachin, nesta sexta-feira (11/9), para que todo o sigilo do caso Master seja quebrado. O ofício foi obtido pelo Metrópoles através da coluna de Reinaldo Azevedo.

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Conforme Moraes, o relator do processo, André Mendonça, divulgou apenas o conteúdo que considerou "conveniente".

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Mendonça atendeu ao pedido de Fachin e retirou, na noite de quinta-feira (10/9), o sigilo de parte da investigação sobre o caso Master.

De acordo com o presidente da Corte, essa ação é necessária devido à inclusão, na pauta do plenário, da análise do relatório da Polícia Federal que sugere uma possível ligação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, proprietário do banco Master. A votação está agendada para a próxima terça-feira (15/9).

Para Moraes, a distribuição seletiva do conteúdo pode prejudicar a análise das provas do caso.

"Houve a suspensão do sigilo de 15 procedimentos, o que não representa a totalidade dos procedimentos contidos ou relacionados à PET 15.556, como pode ser verificado pela Diretoria de TI. A seletividade foi ainda mais acentuada, pois, nesses 15 procedimentos, o sigilo levantado foi parcial, excluindo 180 documentos e, consequentemente, dificultando a análise das provas", argumentou Moraes.

A quebra de sigilo acontece em meio à crise no STF devido ao caso Master. Nesta semana, André Mendonça retirou o sigilo de parte da investigação em que o nome do ministro Alexandre de Moraes aparece. O relatório da Polícia Federal revela uma suposta troca de mensagens entre o empresário e o magistrado.

Em diversas ocasiões, os dois teriam discutido o progresso das investigações. Em uma delas, datada de 15 de novembro, dois dias antes da prisão de Vorcaro, o banqueiro enviou uma mensagem a Moraes perguntando: "Acha que segunda já tenho que estar fora?".

Fachin decidiu levar o caso ao plenário em 15 de setembro, afirmando que o plenário é o órgão competente para analisar os novos elementos apresentados pela Polícia Federal.

Ele também determinou que procedimentos que possam resultar em investigação contra membros do STF passem primeiro pela Presidência da Corte e removeu Alexandre de Moraes da relatoria do Inquérito das Fake News, iniciado em 2019.

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