
STF suspende sigilo de inquérito contra empresária investigada (Foto: Instagram)
A defesa de Karina Gama, empresária investigada pela Polícia Civil de São Paulo e alvo de ação da Polícia Federal, considerou "positiva" a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que no domingo (13/9) suspendeu o sigilo do inquérito sobre o filme Dark Horse em tramitação na Corte.
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O inquérito investigou transações financeiras de Karina através das empresas Instituto Conhecer Brasil (IBC) e Academia Nacional de Cultura (ANC), relacionadas ao contrato de Wi-Fi da Prefeitura de São Paulo.
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“Investigar é legítimo. Esclarecer é do interesse de todos. Mas investigação não é acusação, muito menos condenação, e a repercussão política jamais poderá substituir o devido processo legal”, declarou o advogado Ricardo Sayeg em nota à imprensa. A defesa já apresentou mais de 20 mil páginas de documentação.
Na última quinta-feira (10/9), a Polícia Federal executou 49 mandados de busca e apreensão em uma operação contra desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares. Entre os locais alvos estavam as sedes de empresas associadas a Karina, como o Instituto Conhecer Brasil (IBC) e a Academia Nacional de Cultura (ANC), em São Paulo, além de locais no Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.
A investigação aponta indícios de uma organização criminosa composta por agentes públicos e privados que teria direcionado parte dos recursos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da prestação de serviços. O deputado federal Mário Frias, que busca reeleição, também é investigado.
Karina Gama está sob investigação por suspeita de fraude em licitação na Prefeitura de São Paulo. Em junho deste ano, a produtora GoUp Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, foi foco da Operação Wi-Fi Livre devido a suspeitas de que parte da produção cinematográfica foi financiada por um contrato público entre a ONG e a Prefeitura.
As autoridades investigam possíveis irregularidades no acordo de colaboração entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) e o ICB para a instalação de Wi-Fi em comunidades periféricas da cidade. As investigações revelaram várias falhas graves e indícios de conduta ilegal desde a origem da contratação.







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