Polícia Civil investiga pagamentos do Instituto Conhecer Brasil em São Paulo

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Cavalo com mordaça simboliza o silenciamento de apurações (Foto: Instagram)

Após surgirem suspeitas sobre os contratos entre o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Prefeitura de São Paulo, a Polícia Civil do estado solicitou à Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) esclarecimentos sobre a execução dos contratos e os pagamentos feitos à entidade.

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No dia 31 de março deste ano, o delegado Julio Siqueira Gomes, da Polícia Civil de São Paulo, emitiu um ofício à SMIT requerendo cópias completas do procedimento administrativo referente à contratação do ICB, incluindo documentos de habilitação, execução, fiscalização e pagamentos realizados.

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Foi solicitado que a secretaria fornecesse a qualificação completa do gestor e do fiscal do contrato, além de identificar os agentes públicos responsáveis pela validação das medições e autorizações de pagamento, e, se existentes, cópias de contratos de subcontratação.

Os documentos mostram que a secretaria recebeu o ofício em 13 de abril, mas até pelo menos 20 de maio, ainda não havia respondido.

Devido à falta de resposta da SMIT, uma nova diligência foi determinada. A 2ª Delegacia de Polícia sobre Crimes contra a Administração deveria identificar os responsáveis pelo ICB e reunir informações sobre a contratação.

Entre as ações, os investigadores precisavam qualificar a representante legal da entidade, Karina Ferreira da Gama, para possível depoimento, analisar a documentação solicitada à SMIT e identificar os agentes públicos envolvidos na elaboração, celebração, execução e fiscalização do contrato, além de pessoas físicas e jurídicas relacionadas ao acordo.

O ICB está sob investigação por supostos desvios de emendas parlamentares atribuídas ao deputado federal Mário Frias. Na última quinta-feira (10/9), a proprietária da entidade, Karina Ferreira da Gama, foi alvo da Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal. Ela é dona da Go Up Entertainment, produtora responsável por "Dark Horse".

A investigação federal analisa suspeitas sobre recursos de emendas parlamentares destinadas a entidades ligadas a Karina. Relatórios da Controladoria-Geral da União indicaram irregularidades envolvendo R$ 2 milhões em emendas de Frias destinadas ao ICB e à Academia Nacional de Cultura.

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