
Celso Eloi de Souza Cavalhero, presidente da BRBCard (Foto: Instagram)
O Sindicato dos Bancários de Brasília está pressionando o BRB por uma investigação detalhada das acusações de assédio moral e sexual contra o presidente da BRBCard, Celso Eloi de Souza Cavalhero. Em comunicado, a entidade destacou que "o medo está tomando conta dos empregados da BRBCARD, empresa integrante do Conglomerado BRB".
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A pressão ocorre após o retorno de Eloi ao cargo, mesmo com as investigações em andamento. Ele foi afastado pelo Conselho de Administração do Banco de Brasília após sete denúncias de assédio moral e sexual de "elevada gravidade".
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Contudo, Eloi foi reintegrado após manifestação da Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF). O Sindicato dos Bancários do DF expressa grande preocupação com a situação.
De acordo com a entidade, os trabalhadores que tiveram contato com os eventos e que teriam prestado depoimentos, inclusive à Corregedoria do Distrito Federal, relatam sentir-se pressionados, ameaçados ou inseguros com o retorno de Celso Eloi ao ambiente de trabalho.
“O Sindicato deixa claro que não está fazendo um julgamento antecipado. Celso Eloi de Souza Cavalhero tem direito ao contraditório e à ampla defesa. Mas os trabalhadores também têm direito a um ambiente de trabalho livre de medo, constrangimento e qualquer forma de violência. O que a entidade cobra é uma investigação séria, independente, transparente e capaz de esclarecer os fatos”, diz o sindicato.
O afastamento de Celso Eloi ocorreu em 1 de julho, após decisão colegiada do Conselho de Administração do Banco de Brasília, durante a 919ª Reunião Ordinária em 30 de junho de 2026. A decisão foi motivada pela "gravidade das denúncias" e como medida preventiva para garantir a integridade da investigação.
Na decisão, que foi prorrogada pelo Conselho, foram mencionados relatos com indícios mínimos para as seguintes condutas do dirigente:
- Microgerenciamento punitivo
- Exposição de empregados a situações humilhantes e constrangedoras
- Não observância da Nota Técnica
- Uso abusivo da autoridade para intimidar empregados
- Comunicação em tom desqualificador, hostil e ameaçador
- Manutenção de um clima organizacional de medo e tensão, causando desgaste psicológico nos empregados.
“A natureza das imputações, aliada à posição hierárquica ocupada pelo investigado, evidenciou a necessidade de adoção de medida destinada a preservar a higidez da instrução, impedir eventual influência sobre testemunhas, resguardar a produção da prova e assegurar a proteção dos denunciantes e do ambiente de trabalho”, afirma a decisão.
Para o colegiado, a medida foi adequada, necessária e proporcional aos riscos identificados, constituindo providência compatível com os princípios da prevenção, da precaução administrativa, da proteção à dignidade da pessoa humana e da boa governança corporativa.
A decisão do Conselho, no entanto, foi revertida pela Controladoria-Geral do DF, que afirmou ter analisado a documentação e considerou que "o afastamento foi adotado no estágio inicial da apuração, com fundamento na gravidade atribuída às denúncias, na posição hierárquica do dirigente e na necessidade de proteger a regularidade da investigação".
Para a CGDF, o conjunto documental apresentou elementos relevantes para a reavaliação. “O ato originário não individualizou, em seu texto, ameaça específica à prova ou à instrução; o juízo de admissibilidade foi produzido posteriormente ao afastamento e registra que a medida já havia sido adotada; suas conclusões não contêm recomendação de afastamento”, afirmou.
Assim, a CGDF se manifestou pelo retorno de Celso Eloi ao cargo, o que já ocorreu. Porém, a CGDF dá parecer, ela não decide por atribuição. O retorno provocou a revolta dos trabalhadores.
Segundo o sindicato, empregadas da BRBCard teriam pedido demissão após episódios de constrangimento e diante do receio de novas situações.
A coluna entrou em contato com a assessoria de imprensa do BRB e conglomerados que não se pronunciou sobre o caso de Eloi e o retorno às atividades. O espaço permanece aberto.







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