Polícia investiga morte de Isabelle Caracristi e analisa dados do namorado

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Estudante de Direito Isabelle Caracristi (Foto: Instagram)

Em uma corrida contra o tempo para elucidar a morte da estudante de direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) intensificou as investigações no ambiente digital. A equipe solicitou mandados de busca e apreensão, além de medidas judiciais para quebrar os sigilos telefônico e telemático do namorado da vítima, João Munhoz Neto, e de sua mãe, Sara Regina Alexandre Munhoz.

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A operação busca interceptar registros de chamadas, dados de localização via GPS, mensagens de texto e de aplicativos trocadas antes e logo após a morte de Isabelle, ocorrida na noite de domingo, 13 de setembro.

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As apreensões ocorreram após a polícia cumprir mandado de busca na Praia do Cumbuco, em Caucaia, onde encontraram a sogra de Isabelle. No local, foram apreendidos o celular e um tablet de Sara Regina. O celular da própria vítima também foi recuperado e está sob análise técnica da perícia criminal.

Paralelamente à análise dos dispositivos, Rafael Magalhães, irmão de Isabelle, revelou que a família recebeu informações de que a estudante poderia estar grávida. A confirmação ainda aguarda laudo oficial da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce).

Mesmo com o cerco policial e a apreensão dos eletrônicos, João Munhoz Neto ainda está sendo procurado pela polícia. Até o momento, nem ele nem sua mãe foram formalmente acusados, mas a extração dos dados digitais dos dispositivos é vista como crucial para esclarecer o caso.

Imagens de câmeras do condomínio na Aldeota, onde Isabelle morava com o namorado, mostram a estudante subindo sozinha ao 23º andar por volta das 19h12. Cerca de duas horas após a queda da estudante, registrada por volta das 20h40, João teria retornado ao prédio às 22h48.

A Polícia Civil, através da 2ª Delegacia da Capital, já colheu quatro depoimentos e agendou mais quatro para concluir o inquérito nesta segunda-feira, 21 de setembro. Exames laboratoriais descartaram substâncias tóxicas no corpo da estudante, mas confirmaram lesões "compatíveis com impacto contra o solo".

A análise dos aparelhos ganha importância adicional após o depoimento da mãe de Isabelle, Isorlanda Caracristi. Ela descreveu o comportamento do genro como "controlador e obsessivo", afirmando que ele enviava mensagens constantemente para a jovem.

A última comunicação de Isabelle com sua mãe ocorreu às 19h22 do domingo do fato, quando ela enviou: "Mãe, eu te amo". Na manhã seguinte, ao notar a falta de resposta da filha, Isorlanda tentou contatar o namorado, mas descobriu que havia sido bloqueada.

Ao chegar ao prédio onde a filha morava, a professora foi informada pela síndica que Isabelle havia falecido na noite anterior e que o corpo estava no Instituto de Medicina Legal (IML). "Por que me deixaram saber dessa notícia no outro dia pela síndica? Por que não me avisaram? Por que fugiram?", questionou Isorlanda.

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