Tarcísio planeja reduzir influência do PSD em seu segundo mandato, dizem aliados

Publicado por


Tarcísio de Freitas e Gilberto Kassab durante encontro no Palácio dos Bandeirantes (Foto: Instagram)

Aliados próximos ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) indicam que, caso ele seja reeleito, o PSD de Gilberto Kassab terá uma participação reduzida em seu segundo mandato, comparado aos últimos quatro anos.

++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos

Durante o primeiro mandato, a relação entre Tarcísio e Kassab foi marcada por altos e baixos. Enquanto Kassab oferecia apoio político ao governador, havia queixas de que ele usava sua posição como secretário de Governo para promover o crescimento do PSD.

++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro

Os conflitos se intensificaram após desentendimentos sobre a vice da chapa de reeleição, cargo desejado por Kassab. Tarcísio optou por manter seu vice Felício Ramuth, o que levou Kassab a romper com Ramuth, que migrou para o MDB após articulações de Tarcísio.

Apesar da crise, Kassab e o PSD continuaram apoiando a reeleição de Tarcísio. No entanto, o papel do PSD na campanha do governador, antes fundamental, agora é mais secundário, especialmente após a decisão do partido de apoiar Ronaldo Caiado em uma candidatura presidencial.

De acordo com aliados de Tarcísio, se ele vencer a disputa contra Fernando Haddad, o PSD terá menos espaço em seu governo, mas não será completamente excluído. "O PSD é importante para o projeto, mas Tarcísio não negocia espaço com partidos. Dependendo dos nomes, eles podem ser aproveitados", disse um aliado do governador, reconhecendo que o grupo de Kassab deverá ter sua importância reduzida no Palácio dos Bandeirantes.

No atual mandato, além de Kassab e Ramuth, outros membros do PSD ocuparam posições estratégicas, como Eleuses Paiva na Saúde e Marcelo Branco na Habitação. Embora Renato Feder e Marília Marton não sejam do PSD, são considerados parte da "cota Kassab".

Enquanto isso, aliados de Kassab observam a situação. Um correligionário prevê que o PSD terá cerca de 12 cadeiras na Assembleia Legislativa de São Paulo, o que dificultaria qualquer tentativa de Tarcísio de marginalizar o partido. "Se tudo der errado, serão 12 cadeiras. Acho que serão 14. Ele não vai descartar 15% da Alesp", avaliou o político.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *