Lula critica ONU e defende eleições brasileiras em discurso na Assembleia Geral

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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa na 81ª Assembleia Geral da ONU em Nova York (Foto: Instagram)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o primeiro chefe de Estado a discursar na abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). Durante cerca de 22 minutos, o líder brasileiro e candidato à reeleição abordou temas de campanha, criticou a fragilidade do sistema multilateral e se opôs a interferências nas eleições brasileiras.

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Lula iniciou seu discurso destacando a incapacidade da ONU em resolver conflitos, afirmando que o mundo enfrenta atualmente uma “crise de liderança”. Ele declarou: “A ONU está falhando em uma de suas missões mais importantes: livrar a humanidade do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa”.

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O presidente mencionou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ao discutir o que chamou de “genocídio” contra mulheres e crianças na Faixa de Gaza. “Gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio praticado pelo governo Netanyahu em Gaza. Civis israelenses pagaram o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas do Hamas”, afirmou.

No contexto das tensões geopolíticas, o petista rejeitou intervenções de potências estrangeiras na América Latina e Caribe, ressaltando que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”.

Lula também destacou as ameaças de ingerência externa nas eleições brasileiras. Sem mencionar líderes estrangeiros ou adversários, ele enviou uma mensagem clara sobre o pleito: “Teremos um pleito transparente e competitivo, em que todos os candidatos desfrutam da mais ampla liberdade de expressão. Sabemos que alguns abusam dessa liberdade para se associar a interesses estrangeiros contrários ao país”, disse.

E prosseguiu: “possuímos um sistema eleitoral moderno e robusto. Sob o olhar atento de uma cidadania plural e de uma imprensa livre, não permitiremos que os inimigos da democracia, internos e externos, atentem contra a vontade popular”.

A 12 dias para o primeiro turno da eleição, Lula também levou bandeiras de campanha para o pronunciamento. O petista defendeu o fim da escala 6×1, o combate à violência contra a mulher e o enfrentamento ao crime organizado.

Sem mencionar a crise na Suprema Corte, Lula prometeu que “o combate à corrupção continuará implacável, doa a quem doer. Ninguém está acima da lei”. Outros temas abordados foram a soberania sobre a exploração de minerais críticos, a defesa do Pix e a regulação das big techs e da inteligência artificial.

Leia a íntegra:

📝 Discurso do presidente Lula na Assembleia Geral da ONU

Esta é a décima ocasião em que abro o Debate Geral desta Assembleia.

Desde que ocupei pela primeira vez esta tribuna, em 2003, este é o momento mais crítico das Nações Unidas. O sentimento que me move hoje é o da… pic.twitter.com/aAkxomGonZ

— Lula (@LulaOficial) September 22, 2026

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