PF investiga ex-governador do Acre por desvio de verba e lavagem de dinheiro

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Gladson Cameli é alvo da Operação Ptolomeu IV (Foto: Instagram)

O ex-governador do Acre e candidato ao Senado pelo Progressistas, Gladson Cameli, está sendo investigado pela Operação Ptolomeu IV, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (21/9). A operação busca esclarecer suspeitas de desvios de recursos públicos, lavagem de dinheiro e outras irregularidades relacionadas a contratos no Acre.

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Mandados de busca e apreensão foram emitidos para a sua residência no condomínio Recanto Verde. Além disso, a Operação Umbra foi lançada simultaneamente para desmantelar uma rede que espionava atividades da própria PF para beneficiar investigados de fases anteriores da Ptolomeu.

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As operações são realizadas em colaboração com a Controladoria-Geral da União (CGU), cumprindo 28 mandados de busca e apreensão em Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no Acre, além de Maringá (PR) e Navegantes (SC). As ordens foram autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde os casos estão em andamento.

A Operação Ptolomeu IV investiga dois aspectos principais. O primeiro é a contratação da empresa para a construção da nova sede do Instituto de Meio Ambiente do Acre (IMAC). Uma auditoria da CGU revelou um superfaturamento de aproximadamente R$ 1,2 milhão devido à inexecução parcial de serviços que foram medidos e pagos, mas não concluídos.

De acordo com a investigação, há indícios de que recursos dos contratos públicos foram desviados para despesas pessoais e concessão de vantagens indevidas a agentes públicos.

A análise das movimentações financeiras da empresa contratada revelou um volume significativo de saques em espécie e outras transações consideradas atípicas.

A segunda parte da investigação envolve a empresa contratada posteriormente para finalizar a obra. Há indícios de uma possível continuidade das práticas ilícitas investigadas e uma sucessão empresarial.

A Operação Umbra surgiu de informações coletadas em fases anteriores da Ptolomeu. Três suspeitos foram presos em flagrante por posse ilegal de armas de fogo. A PF identificou um núcleo de contrainteligência que buscava informações sobre ações policiais para antecipar e reduzir a eficácia das decisões judiciais.

A investigação também revelou a possível participação de um ex-servidor terceirizado e de um agente da PF no fornecimento indevido de informações sobre operações policiais.

Durante os mandados, foram apreendidos valores em espécie, totalizando cerca de R$ 1 milhão até o momento.

O STJ também autorizou o sequestro de bens e valores para ressarcir os cofres públicos. Medidas cautelares foram impostas aos investigados, incluindo afastamento de cargos públicos, proibição de contato entre eles, restrições de acesso a órgãos públicos e proibição de deixar a comarca de residência e o país.

Os suspeitos devem entregar seus passaportes à Superintendência da Polícia Federal no Acre em 24 horas e podem responder por crimes de organização criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e obstrução de investigação penal.

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