
Lancha pega fogo após explosão no Lago Paranoá e passageiros pulam na água para escapar das chamas (Foto: Instagram)
O engenheiro civil e compositor Thawan Alves estava na lancha que pegou fogo no domingo (20/9) à tarde, no Lago Paranoá (DF). Residente em Goiânia (GO), ele declarou que as vítimas estão estáveis e descreveu os momentos de tensão após o acidente.
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"Foi um barulho, uma explosão, e todos começaram a pular da lancha, tentando se segurar na borda. Não estávamos no fundo. As queimaduras que as pessoas sofreram foram por causa da explosão, não por terem ficado dentro da lancha por mais tempo", disse ele.
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Thawan relatou que, apesar do susto, não sofreu ferimentos. O acidente deixou quatro pessoas gravemente feridas, mas todas receberam alta do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) ao longo da semana.
Ele explicou que todos perderam os celulares, e algumas pessoas sofreram queimaduras. "Eu estava ajudando no hospital, todos estavam incomunicáveis. Não havia como avisar ninguém, pois ninguém sabia o número de cor e todos perderam seus celulares", afirmou.
Segundo Thawan, o grupo estava no início do passeio quando o acidente ocorreu. Ele garantiu que ninguém havia consumido álcool naquele momento e que a lancha era conduzida por profissionais.
RELEMBRE O ACIDENTE
O CBMDF foi acionado às 16h37 do domingo (20/9) para atender à ocorrência no Setor de Clubes Sul. Uma equipe da Capitania Fluvial de Brasília, que fazia uma inspeção naval no Lago Paranoá, avistou a fumaça e chegou ao local por volta das 16h40. Os militares acompanharam a ocorrência e tomaram as providências cabíveis à Marinha. O Samu-DF também participou do socorro às vítimas. Dois homens e duas mulheres continuam internados no Hran. O CBMDF informou que os quatro feridos tiveram queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus. A Marinha confirmou que a lancha transportava 15 pessoas e era operada por um profissional contratado. A PCDF informou que o Instituto de Criminalística realizaria uma perícia na segunda-feira (21/9). A Marinha do Brasil instaurou um inquérito administrativo para investigar as circunstâncias e possíveis causas do incêndio.
PASSAGEIRA RELATA FALHA NO MOTOR
Outra passageira, Kênia Alves, contou que saiu de Goiânia com duas amigas para passar o fim de semana em Brasília e foram convidadas para o passeio de lancha. Kênia relatou que o motor apresentou falha pouco depois do início do passeio e que o condutor, com ajuda de outra pessoa, tentou religar a embarcação. "A lancha parou e não queria ligar, desligou o som, tudo. Depois, outra pessoa subiu para ajudar a ligar o motor", relatou. Ela contou que a explosão ocorreu na área onde estavam sentadas, e todos começaram a pular no Lago Paranoá para escapar das chamas. "Foi como um filme de terror. Pulei na água e minhas amigas também. Todos estavam pegando fogo", disse. Kênia sofreu queimaduras, principalmente na perna, e chegou a desmaiar devido às dores. Uma amiga também foi internada no Hran e recebeu alta na terça-feira (22/9). A SES-DF informou que 13 pessoas foram atendidas e quatro ficaram internadas, sendo dois homens e duas mulheres. A moradora de Goiânia Carol Amoreth contou que foi convidada por um dos donos da lancha para o passeio e levou duas amigas. "Seria minha primeira vez em uma lancha. Sempre ia a Brasília visitar parentes, mas a passeio era a primeira vez", disse. Carol terá que fazer acompanhamento médico devido às queimaduras. "Nosso cabelo está todo queimado, cortei hoje", afirmou.
MÉDICA TEVE 50% DO CORPO QUEIMADO
A médica Maize Oliveira, de 34 anos, é uma das vítimas do acidente. A dermatologista teve cerca de 50% do corpo queimado e está internada em Goiânia. Segundo familiares, Maize está na UTI do Hospital de Queimaduras. Apesar da gravidade, seu estado é estável. Ela deve passar por dois procedimentos cirúrgicos nos próximos dias para tratar as queimaduras.
GRUPO ERA DE GOIÂNIA
O grupo na lancha era de Goiânia e viajou ao DF para o fim de semana. Os integrantes não se conheciam previamente, e a embarcação era conduzida por um profissional habilitado. Uma das pessoas na lancha ajudou na tentativa de ligar o motor antes do incêndio. Segundo ela, a lancha de 2015 estava com documentação regular e tinha extintor de incêndio e equipamentos necessários, aparentando boas condições. A coluna Na Mira apurou que a lancha apresentou falhas durante tentativas de ligar o motor antes da explosão. Uma testemunha percebeu fumaça na área das tentativas de partida. Foram feitas várias tentativas de ligar o motor, sem sucesso. A embarcação foi abastecida com combustível em um galão, mas o motor não funcionou. Uma pessoa da marina tentou ajudar o piloto a ligar a lancha. Após novas tentativas, ocorreu uma explosão seguida de incêndio. As chamas começaram na parte traseira, perto da pia, onde estava uma vítima gravemente ferida. A testemunha viu fumaça na área das tentativas de ligar o motor. Pouco antes da explosão, o piloto e o ajudante deixaram a embarcação. O enteado de um dos proprietários usou a lancha na sexta-feira (18/9) e não notou anormalidades. A lancha estava na água desde quinta-feira (17/9).
EXPLOSÃO E ACIDENTE
O CBMDF foi chamado às 16h37 para a ocorrência no Setor de Clubes Sul. Uma equipe da Capitania Fluvial de Brasília, em inspeção naval no Lago Paranoá, avistou a fumaça e chegou por volta das 16h40. Os militares acompanharam a ocorrência e tomaram as providências cabíveis à Marinha. O CBMDF extinguiu o incêndio por volta das 18h. O Samu-DF também prestou apoio. Segundo o CBMDF, as quatro vítimas tiveram queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus. Outros dois pacientes foram levados a hospitais privados a pedido. A embarcação transportava 15 pessoas e era operada por um profissional contratado. A Marinha do Brasil, por meio da Capitania Fluvial de Brasília, instaurará um inquérito administrativo para apurar as circunstâncias e possíveis causas do incêndio.







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