Polifidelidade: Exclusividade Afetiva e Sexual em Relações Múltiplas

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Polifidelidade: novo modelo afetivo com fidelidade entre todos (Foto: Instagram)

Embora ainda enfrentem preconceitos, muitas pessoas têm experimentado maior liberdade afetiva e sexual. Entre os novos tipos de relacionamento, destaca-se a polifidelidade, que se caracteriza por uma estrutura de poliamor onde os envolvidos são fiéis e exclusivos entre si.

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Monik Monteiro, professora de pós-graduação em sexualidade, explica ao Metrópoles que, nesse modelo, os participantes se veem como iguais na relação, independentemente do número de envolvidos. Também chamada de poliexclusividade, essa estrutura tem como pilares a honestidade e o tratamento igualitário.

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Atualmente, existem diversos tipos de relações, monogâmicas ou não. Cada vez mais pessoas se sentem à vontade para explorar novos tipos de relacionamento. No entanto, a geração Z ainda parece ser majoritariamente monogâmica. Pesquisas indicam que dormir com o parceiro pode melhorar o sono e o humor. Monik destaca que "os limites de cada um precisam ser estabelecidos antes e respeitados ao longo do tempo para evitar conflitos".

Como qualquer relacionamento, a polifidelidade também pode enfrentar desafios. Questões como ciúmes e inseguranças devem ser bem avaliadas, pois a relação exige um desprendimento maior dos parceiros. É importante ter autoestima e segurança emocional para não se sentir diminuído pela divisão de espaço e vínculos, além de respeitar os acordos previamente estabelecidos.

De acordo com Monteiro, é fundamental reforçar que, ao contrário do estigma, a poliexclusividade não é traição. A fidelidade é um dos primeiros acordos estabelecidos, diferentemente dos padrões heteronormativos. A docente relata que é comum ouvir histórias de pessoas que optam por esse formato e se sentem mais completas ao lado de todos que amam. "Não se trata de uma disputa, mas de uma outra forma de amar", conclui.

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