
Marcas de agressões no corpo de uma das vítimas após o ataque em Sobradinho (DF). (Foto: Instagram)
"Ele mandava a gente olhar para ele. Queria ver o nosso desespero." Assim descreveu uma das vítimas, de 20 anos, os momentos de terror vividos ao lado da namorada, de 19, por cerca de duas horas. As jovens foram atacadas e violentadas por Paulo Sérgio Sousa, 42, na noite de terça-feira (30/6), em Sobradinho (DF).
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
Esta reportagem aborda um caso de estupro contra um casal de mulheres no DF. As imagens a seguir, que são impactantes, foram fornecidas por uma das vítimas, que detalhou o ataque em entrevista ao Metrópoles. Se você for sensível ao tema, não recomendamos a leitura deste texto.
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
As duas jovens conseguiram escapar após uma delas tomar a faca do agressor e iniciar uma luta corporal. Segundo a vítima, o crime começou como um assalto e terminou com cerca de duas horas de violência em uma área de mata de Sobradinho.
Era 20h quando as duas haviam saído da Rodoviária de Sobradinho e seguiam para casa, quando foram surpreendidas. Elas costumavam pegar um ônibus que parava perto da residência, mas, naquele dia, o coletivo não passou e precisaram fazer o restante do trajeto a pé. Foi então que perceberam um homem próximo, que anunciou o assalto.
“Provavelmente ele já vinha nos seguindo, mas só notamos quando apontou a faca para nós. Era um facão de cozinha, daqueles de cortar carne”, relembrou a jovem. Armado, o suspeito exigiu os celulares e revirou as mochilas das vítimas. Como não encontrou os aparelhos, ficou ainda mais agressivo.
Sob ameaças de morte, o homem obrigou as jovens a entregar brincos, anéis, pulseiras e os óculos. Em seguida, mandou que retirassem as roupas para procurar os celulares, ameaçando matá-las caso estivesse sendo enganado. Sem os óculos, as duas ficaram praticamente sem enxergar.
Segundo a vítima, vários carros passaram pelo local enquanto elas tentavam pedir ajuda, mas ninguém parou. “Ele já tinha mandado a gente tirar a roupa. Nesse momento, nos levou para o mato, onde aconteceram os abusos. Foi uma omissão de socorro muito grande. Quem passava via duas meninas nuas sendo levadas para uma área de mata e, mesmo assim, ninguém parou para nos ajudar”, desabafou.
A jovem contou, ainda, que ela e a namorada tentavam proteger uma à outra durante todo o tempo. Ao perceber que as duas eram um casal, o agressor usou isso para aumentar o terror, ameaçando matar uma caso a outra reagisse.
Em um momento de oportunidade, a vítima de 20 anos conseguiu tomar a faca das mãos do agressor e tentou golpeá-lo. No entanto, não conseguiu acertá-lo porque mal conseguia enxergar. Foi durante a luta corporal que a namorada conseguiu correr em direção à rua. “As pessoas fazem comentários cruéis e pensam que a gente não tentou fugir, mas só nós sabemos o quanto fomos corajosas”, desabafou.
“Ela gritou: ‘Corre para a luz’, porque era a única coisa que a gente enxergava. Foi o que eu fiz”, relembrou a vítima. As duas conseguiram alcançar a via pública e abordaram um motorista de aplicativo, que prestou socorro e as levou até a 13ª Delegacia de Polícia (Sobradinho).
PRISÃO
Em uma resposta rápida, policiais civis da 13ª DP localizaram Paulo Sérgio Sousa nas proximidades do local do crime. Ao perceber a chegada das equipes, ele tentou se esconder debaixo de um caminhão, mas foi cercado e preso. Com ele, os policiais encontraram objetos pertencentes às vítimas.
Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), antes mesmo de os investigadores mencionarem a violência sexual, o suspeito afirmou espontaneamente que “não havia estuprado ninguém”, comportamento que, de acordo com a corporação, reforçou os indícios de autoria.
As jovens foram encaminhadas ao hospital para atendimento médico e realização dos protocolos previstos para casos de violência sexual. Posteriormente, reconheceram formalmente o suspeito na delegacia. Após audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva, e a PCDF investiga se ele pode estar envolvido em outros crimes sexuais na região.







Leave a Reply