Oncologista explica como adaptar a vida sexual durante tratamento de câncer

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Casal caminha de mãos dadas durante tratamento de câncer (Foto: Instagram)

Durante o tratamento de câncer, é comum que alguns pacientes experimentem uma diminuição no desejo sexual, uma situação que pode ser vivida de formas bastante variadas. Quando realizado com segurança e conforto, o sexo pode ser uma maneira de manter a energia e até mesmo a autoestima.

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Nesse percurso, surgem dúvidas sobre como adaptar o contato sexual, mas o processo pode ser mais simples do que se imagina.

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O oncologista Diego Machado destaca que os efeitos de tratamentos como a quimioterapia são frequentemente subestimados. Ele explica que pode induzir uma menopausa precoce em mulheres, causando secura vaginal severa e dor na penetração. Nos homens, a fadiga, a ansiedade e a toxicidade dos medicamentos muitas vezes provocam disfunção erétil.

Nesses casos, a libido tende a ser a primeira a desaparecer quando o corpo está tentando se recuperar, o que pode gerar frustração e distanciamento no casal se não houver diálogo aberto e compreensivo.

Para adaptar o sexo e a intimidade sem abrir mão do prazer, Diego sugere algumas práticas: massagens, carícias, masturbação mútua, uso de brinquedos sexuais com higienização adequada e lubrificantes à base de água ou hidratantes íntimos sem hormônios.

O oncologista ressalta que o sexo é seguro desde que a pessoa se sinta fisicamente confortável, não tenha dores limitantes e não sofra de falta de ar ou fadiga extrema. Ele enfatiza que situações que afetam diretamente a anatomia, como radioterapia pélvica, cirurgias recentes, uso de dispositivos médicos e bloqueio hormonal, exigem maior precaução.

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