
Tutor aponta para pug demonstrando que mimo em excesso pode ser um problema. (Foto: Instagram)
Não é incomum ver tutores que mimam seus animais de estimação "até não poder mais". Alguns colocam roupinhas fofas, mantêm-nos no colo o tempo todo e fazem tudo por eles. Embora essas atitudes pareçam carinhosas, podem resultar, se repetidas frequentemente, em estresse e dependência emocional nos cães. Segundo a psicoterapeuta Renata Roma, amar os pets significa permitir que eles expressem sua natureza animal. Especialistas ressaltam a importância de respeitar os limites e manter uma convivência equilibrada para garantir o bem-estar do pet.
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Tratar o pet como filho é uma demonstração legítima de carinho, mas é crucial respeitar as necessidades naturais do animal. Evitar que o cão enfrente qualquer frustração e mantê-lo constantemente no colo pode levá-lo a ser incapaz de lidar com a ausência do tutor. Cães que só conseguem relaxar quando estão "grudados" na família apresentam sinais de insegurança e dependência emocional.
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Chamar o cão de filho ou celebrar seu aniversário representa uma ligação emocional legítima que não invalida os cuidados básicos. O problema ocorre quando o tutor tenta eliminar qualquer frustração ou desconforto do animal, acreditando que está apenas demonstrando carinho. Cleber Santos, especialista em comportamento animal, alerta que quando o tutor interpreta qualquer desconforto como sofrimento e evita frustrações a todo custo, pode ensinar ao animal que ele não é capaz de lidar com a ausência.
Ter uma conexão forte com o animal de estimação não requer a presença constante do tutor ao lado do cão. Quando o pet não consegue ficar sozinho sem demonstrar sofrimento, a relação se torna um problema. Cleber Santos, fundador da Comport Pet, reforça que se o cão só relaxa quando está com o tutor, isso pode ser um sinal de dependência emocional, e não de um vínculo saudável.
Forçar fotos com acessórios, usar roupas desconfortáveis e impor festas sem considerar os sinais de estresse do pet coloca a vontade do tutor acima do bem-estar do animal. Dividir a cama e adaptar a casa são hábitos comuns, mas o limite deve ser o conforto do cão no dia a dia. Respeitar as características da espécie é essencial para uma convivência saudável e equilibrada. Ao avaliar a relação com o pet, pergunte-se: Estou respeitando as necessidades do meu pet? Estou projetando nele minhas necessidades? Estou permitindo que ele seja simplesmente um animal? Se a resposta for não, é hora de estabelecer limites. Carinho é bom, mas, como tudo na vida, é preciso equilíbrio e moderação.







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