
Selena Gomez revela diagnóstico de SIBO após críticas ao inchaço abdominal (Foto: Instagram)
Selena Gomez é frequentemente alvo de comentários negativos sobre seu corpo, especialmente devido ao volume abdominal. O que muitos não sabem é que a cantora revelou conviver com uma condição intestinal conhecida como SIBO, sigla em inglês para supercrescimento bacteriano do intestino delgado, que contribui para o inchaço abdominal.
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A médica gastroenterologista Maria Júlia Colossi explica que a condição é caracterizada pelo crescimento excessivo de bactérias no intestino delgado, órgão responsável por manter o equilíbrio da população bacteriana, incluindo a acidez do suco gástrico e o esvaziamento do conteúdo digestivo, entre outras funções.
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Quando esses mecanismos são alterados, ocorrem desequilíbrios de microrganismos presentes no intestino delgado, como as bactérias Klebsiella, Proteus e Escherichia. "Essas bactérias podem fermentar nutrientes e produzir gases em excesso, o que contribui para sintomas como desconforto e distensão abdominal. A condição também pode interferir na digestão e na absorção de determinados nutrientes, especialmente quando o quadro é persistente", alerta.
Em uma das raras vezes em que falou sobre a condição, a cantora respondeu a comentários de internautas sobre o volume de sua barriga durante a première de Emília Perez, em 2024. "Eu tenho (SIBO) no meu intestino delgado. Às vezes piora. Não me importo que não pareço uma figura esquelética. Não tenho esse corpo. Fim de história", declarou na ocasião.
Além de inchaço abdominal e excesso de gases, a SIBO também pode causar outras disfunções como diarreia, constipação, náuseas e, em alguns casos, cansaço excessivo. Apesar da lista de sintomas, a médica destaca que esses podem não ser sinais exclusivos da doença. Por isso, a importância de uma investigação com especialista. "A condição não costuma surgir por uma única razão. Cirurgias abdominais, alterações estruturais do intestino, condições que reduzem a motilidade intestinal, algumas doenças metabólicas e determinadas alterações na digestão podem favorecer o desequilíbrio", comenta a gastroenterologista.
Assim como as causas podem ser variadas, os tratamentos também podem mudar entre pacientes. O controle de antibióticos é o mais usado para conter o excesso dos microrganismos no intestino, mas as mudanças alimentares também são essenciais para restabelecer o funcionamento do sistema digestivo e minimizar sintomas. Dietas com redução temporária de carboidratos fermentáveis, como feijão e iogurtes, podem ser consideradas em determinados pacientes, por exemplo. "Não existe uma dieta universal para quem tem SIBO. A alimentação pode ajudar no controle dos sintomas, mas é fundamental entender o que está causando o quadro e individualizar a estratégia", afirma Maria Júlia.
Apesar de tratável, uma vez que o paciente apresentou um quadro, é necessário atenção aos hábitos e aos sintomas. "Se os fatores que favorecem esse crescimento permanecerem presentes, a SIBO pode se tornar recorrente. Por isso a importância de não se limitar à redução dos sintomas", completa a gastroenterologista.







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