
Lula em reunião no Planalto em meio à crise do Banco Master e ameaça de tarifa dos EUA (Foto: Instagram)
Faltando três meses para as eleições de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, lidera as pesquisas eleitorais. No entanto, enfrenta pressão devido ao escândalo do Banco Master, que afetou o Palácio do Planalto recentemente, e a ameaça de um novo tarifaço dos Estados Unidos.
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Nesta semana, que antecede o período de restrições eleitorais — quando órgãos públicos devem seguir regras específicas sobre publicidade —, Lula intensificou sua agenda, participando de eventos e inaugurações. Na sexta-feira (3/7), ele liderou um evento com anúncios simultâneos em 12 cidades, com a presença de ministros e secretários.
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Do outro lado, a principal oposição a Lula está em meio a um dos maiores rachas da direita nos últimos anos, com a ruptura entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
A crise na família Bolsonaro se intensificou quando Michelle divulgou vídeos alegando ter sido humilhada por Flávio em uma conversa telefônica. O conflito está ligado à articulação do PL no Ceará, onde Michelle se opõe à aproximação com Ciro Gomes (PSDB) e apoia Eduardo Girão (Novo-CE).
Flávio tem tentado minimizar o desgaste publicamente, negando ter desrespeitado Michelle. Nos bastidores, relatos indicam que a relação entre ela e os filhos de Jair Bolsonaro é marcada por conflitos há anos.
O desgaste aumentou após a prisão de Jair em agosto de 2025 e se agravou em dezembro, quando Flávio foi escolhido como herdeiro político do pai. Desde então, os desentendimentos entre Michelle e os filhos do ex-presidente são frequentes.
A crise culminou com a saída de Michelle da presidência do PL Mulher e o enfraquecimento de sua candidatura ao Senado. Valdemar Costa Neto, presidente do PL, afirmou que ela não deve concorrer pelo Distrito Federal, mas a desistência ainda não é oficial.
As movimentações de Michelle, conforme a coluna de Igor Gadelha, indicam que ela pode estar mirando uma candidatura ao Palácio do Planalto futuramente.
Enquanto a crise na oposição se intensifica, Lula mantém a liderança nas pesquisas, mas a expectativa é de que a eleição deste ano seja marcada por forte polarização, como em 2022.
Segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg de quarta-feira (1º/7), Lula tem 46,3% das intenções de voto, enquanto Flávio tem 36,6% no primeiro turno. No segundo turno, Lula aparece com 48,8% contra 42,3% de Flávio, que perdeu 5,7 pontos desde abril.
O escândalo do Banco Master se aproxima do Planalto após revelações de ligações entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e políticos como Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro. O senador Jaques Wagner foi alvo de uma operação da PF por suspeitas de receber benefícios do banco.
Wagner nega envolvimento, mas o governo decidiu afastá-lo da liderança no Senado, substituindo-o por Teresa Leitão (PT-PE). Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostra que 37,6% dos eleitores acreditam que aliados de Lula estão envolvidos no caso Master, enquanto 36% atribuem o escândalo a aliados de Bolsonaro.
A possível tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros se tornou uma disputa entre Flávio e Lula e pode impactar a eleição. O governo brasileiro busca negociar para evitar a taxação, enquanto Flávio pediu aos EUA que suspendam a medida.
O Escritório do Representante de Comércio dos EUA recomendou a taxa com base em práticas desleais. O governo Lula atribui a ameaça à atuação de Flávio e Eduardo Bolsonaro, argumentando que a sobretaxa tem caráter político.
O governo brasileiro apresentou um "mapa do caminho" aos EUA com alternativas de compensação para evitar o tarifaço, mas ainda não há clareza sobre quais pontos podem ser discutidos para suspender as tarifas.
Apesar das negociações, auxiliares do governo brasileiro acreditam que a tarifa ainda pode ser implementada. O governo dos EUA tem até 15 de julho para decidir sobre a aplicação da sobretaxa.







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