Bombeiro Diego Martins Recupera Movimento do Ombro Após Cirurgia e Fisioterapia

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Diego Martins de Lima sorri no pós-operatório da cirurgia no ombro (Foto: Instagram)

Por mais de dez anos, o bombeiro militar Diego Martins de Lima, de 36 anos, enfrentou dores no ombro direito que afetavam suas atividades de resgate, o sono e até as brincadeiras com seu filho. A lesão, decorrente de um acidente de moto em 2012, foi tratada cirurgicamente apenas em setembro de 2024.

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O diagnóstico apontou para uma instabilidade crônica no ombro, conforme explicou o ortopedista e cirurgião Kaleu Costa Nery. “As estruturas que garantem a estabilidade da articulação estavam comprometidas, causando dor e insegurança nos movimentos”, detalha o médico.

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Na época do acidente, Diego trabalhava como técnico de enfermagem no Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília. Após um plantão noturno, ele e um amigo foram visitar cachoeiras em Cristalina, Goiás. No retorno, ao tentar ultrapassar veículos, encontraram um caminhão vindo na direção oposta. As motos colidiram, e ambos foram arremessados ao chão.

Diego sofreu deslocamento do ombro e fraturas na tíbia e fíbula. Após o atendimento inicial em Goiás, foi transferido para o HFA. Embora a cirurgia tenha sido sugerida, ele optou por um tratamento conservador. O ombro foi reposicionado, e ele iniciou fisioterapia.

A dor nunca desapareceu totalmente. Para continuar trabalhando, Diego adaptava os movimentos usando o braço esquerdo. Ao ingressar no Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, as limitações físicas tornaram-se mais evidentes.

Durante o Curso de Operações de Busca e Salvamento, ele teve dificuldades para realizar flexões e manusear ferramentas. Apesar de não ter sido afastado antes da cirurgia, temia que a lesão pudesse forçá-lo a deixar os resgates.

“Eu não queria que uma lesão de tantos anos atrás decidisse até onde eu poderia ir na profissão que escolhi”, relata.

Em casa, a dor impedia que ele dormisse sobre o lado direito e interrompia as brincadeiras com o filho. Foi então que decidiu buscar nova avaliação.

Nery identificou a instabilidade com base no histórico e exame físico. A ressonância magnética e a tomografia foram essenciais para avaliar as lesões e planejar a cirurgia, que se mostrou necessária devido à limitação persistente.

“Nosso objetivo era devolver a Diego não apenas o movimento, mas também a confiança e a capacidade física necessárias para exercer sua profissão com segurança”, afirma o ortopedista.

A cirurgia utilizou cinco âncoras cirúrgicas para fixar os tecidos ao osso. Diego usou tipoia e iniciou a recuperação dos movimentos, seguida de fortalecimento muscular. Durante o pós-operatório, ele ficou afastado dos resgates e trabalhou em funções administrativas, retornando ao operacional entre seis e oito meses após a cirurgia.

Com a fisioterapia, Diego voltou a segurar o filho no colo e brincar com ele na piscina. Ele também retomou os treinos e superou as etapas físicas de uma especialização em salvamento em altura.

Após dois anos da cirurgia, em setembro de 2026, Diego afirma ter recuperado todos os movimentos. Ainda sente estalos e uma leve dor, muito menor que a anterior, e continua com o fortalecimento muscular. Hoje, ele consegue trabalhar, dormir de qualquer lado e se prepara para outras especializações.

“Não olho mais para o meu ombro pensando no que ele me impede de fazer. Olho para ele pensando no que ainda posso conquistar”, afirma.

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