
Senador Flávio Bolsonaro durante entrevista no Jornal Nacional (Foto: Instagram)
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, declarou nesta sexta-feira (16/10) que não reverterá o término da escala de trabalho 6×1 caso seja eleito. Durante uma entrevista ao Jornal Nacional, na TV Globo, ele também explicou sua mudança de posição sobre a redução da jornada, que foi aprovada pelo Congresso Nacional nesta semana.
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Ao ser questionado sobre a intenção de aliados de introduzir uma proposta alternativa, que incluiria remuneração e benefícios proporcionais às horas trabalhadas, Flávio negou qualquer intenção de desfazer a medida. "Não, não vou. Direitos trabalhistas garantidos", afirmou ele.
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Essa declaração ocorreu dois dias após o senador votar a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que elimina a escala de seis dias de trabalho por um de descanso. O texto foi aprovado no Senado na quarta-feira (14/10) com 75 votos a favor e um contrário, sendo promulgado pelo Congresso nesta sexta-feira.
Flávio, que anteriormente criticou a proposta, defendia maior liberdade nas negociações de jornada entre trabalhadores e empregadores. Na entrevista, ele afirmou que mudou de opinião ao considerar a vontade dos trabalhadores brasileiros. "Eu resolvi seguir a vontade dos trabalhadores brasileiros", disse ele, acrescentando que percorreu o país e ouviu pessoas favoráveis à mudança. Ainda assim, voltou a defender regras mais flexíveis para a contratação. "Eu sempre defendi mais liberdade para que os trabalhadores pudessem, inclusive, montar sua própria jornada de trabalho", concluiu.
A posição de Flávio contrasta com a articulação de membros do próprio partido. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que pretende trabalhar pela aprovação de uma proposta de remuneração por hora em 2027, caso Flávio vença a eleição presidencial.
A proposta foi apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio. A iniciativa permitiria ao trabalhador optar por um regime de contratação por hora, com remuneração e direitos como férias e 13º salário calculados proporcionalmente ao período trabalhado.
A emenda constitucional promulgada nesta sexta-feira estabelece dois dias de descanso semanal remunerado, sem redução salarial. A transição prevê uma jornada máxima de 42 horas semanais após 60 dias e de 40 horas após mais 12 meses.
Na sabatina, Flávio também afirmou que pretende recuperar o poder de compra dos trabalhadores e combater a insegurança pública.







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