PEC da Segurança é adiada para depois das eleições por falta de acordo sobre maioridade penal

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Senadores debatem adiamento da PEC da Segurança Pública após impasse (Foto: Instagram)

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu adiar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública para após o 2° turno das eleições. A decisão foi tomada devido à falta de consenso sobre a inclusão da redução da maioridade penal no texto da PEC.

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A líder do Governo no Senado, Teresa Leitão (PT-CE), afirmou que o adiamento foi uma escolha de Alcolumbre. "Foi uma decisão do presidente do Senado não convocar sessão na semana pré-eleitoral", declarou em entrevista.

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O adiamento ocorreu porque não houve acordo sobre a redução da maioridade penal. A oposição defende que adolescentes de 14 anos sejam julgados como adultos em crimes hediondos, enquanto o governo propõe que a idade mínima seja de 16 anos, com encarceramento separado de criminosos de alta periculosidade.

O governo do presidente Lula (PT) sugere que a discussão sobre a redução da maioridade penal seja feita em uma PEC distinta.

A retirada da proposta da pauta na quinta-feira (15/10) por Alcolumbre foi motivada pela falta de consenso. A questão ganhou destaque eleitoral após Lula, em entrevista à TV Globo, apoiar a redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos.

Essa mudança de posição contrasta com a postura histórica do PT, que tradicionalmente se opõe à medida. A nova coordenação da campanha, segundo informações divulgadas, busca atrair eleitores de centro com essa alteração no discurso.

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