Lula responde a xingamentos de Flávio Bolsonaro e destaca limites da civilidade em debates eleitorais

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Lula e Flávio Bolsonaro no debate presidencial (Foto: Instagram)

Lula está certo: para alguém que já discutiu ideias com quatro presidentes dos Estados Unidos (George W. Bush, Bill Clinton, Barack Obama e Donald Trump), dois presidentes da China, dois presidentes da Rússia, três presidentes da França e todos os primeiros-ministros da Alemanha, deve ser extremamente embaraçoso tentar debater os problemas do Brasil com alguém como Flávio Bolsonaro, conhecido miliciano e investigado pela Polícia Federal por corrupção ativa e passiva, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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Além disso, considerando o que foi visto no primeiro encontro entre os dois, Flávio não parecia interessado em debater nada. Primeiro, porque ele não tem ideias próprias e consistentes para apresentar, a não ser aquelas que seus assessores lhe passam para discursos rápidos em palanques e gravações de propaganda eleitoral; segundo, porque ele prefere dançar nos palcos e insultar seus oponentes. Um debate é feito de perguntas e respostas. Flávio ignorou todas as perguntas feitas por Lula.

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Os críticos habituais do presidente, que busca seu quarto mandato, o acusam de ter entrado no jogo de Flávio, respondendo aos insultos com mais insultos. No lugar dele, como teriam agido? Se você é chamado de ladrão repetidamente, responderia falando sobre seus planos para melhorar a Educação e a Saúde? Se lhe imputam mentiras, você aproveita para falar sobre Economia e ajuste fiscal? Diante de um provocador que não o respeita, você se comporta como um estadista, ignorando as provocações?

Convenhamos: há limites para tudo. E Flávio, orientado por um falso marqueteiro (Pablo Marçal) acostumado a ultrapassar limites, quebrou todas as barreiras de civilidade. Nada semelhante ocorreu em debates anteriores entre candidatos à Presidência da República. É verdade que nunca alguém tão despreparado como o filho do único ex-presidente do Brasil condenado e preso por tentativa de golpe de Estado chegou tão longe em uma eleição de tamanha importância.

Cabe aos que se dizem democratas impedir que ele seja eleito. Seria uma tragédia para o país.

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