Coronel da PM Rodrigo Pezato conclui investigação sobre abordagem a motorista de Haddad sem achar irregularidades

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Coronel Rodrigo Pezato, comandante do policiamento na Zona Sul de SP (Foto: Instagram)

A investigação preliminar realizada pela Polícia Militar de São Paulo (PMSP) acerca da conduta dos policiais envolvidos em uma suposta abordagem ao motorista do então candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), foi finalizada sem encontrar indícios de irregularidades. A ocorrência aconteceu em 11 de agosto.

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O Coronel Rodrigo Pezato, responsável pelo policiamento na Zona Sul de São Paulo, iniciou a investigação interna em 13 de agosto, envolvendo os agentes responsáveis pela patrulha na área onde os fatos ocorreram.

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A conclusão do inquérito foi divulgada após um pedido feito com base na Lei de Acesso à Informação (LAI). Contudo, a PM optou por não divulgar detalhes, alegando a presença de dados pessoais e informações de caráter operacional e investigativo, sem especificar quais documentos ou partes estariam sob sigilo.

Durante a campanha, pouco antes de chegar em casa, Haddad relatou ter sido atingido por um canhão de luz de uma viatura policial. No dia seguinte, em uma coletiva, o ex-ministro afirmou que seu motorista foi seguido por policiais militares.

Em 15 de agosto, mensagens enviadas pelo motorista durante o incidente foram acessadas. Ele descreveu ter sido "seguido" e abordou os policiais para questionar o motivo. Segundo ele, os agentes estavam armados com fuzis e, após a interação, disseram para ele "vazar".

Ainda naquela semana, o motorista prestou depoimento na 2ª Delegacia Seccional da Polícia Civil, na Zona Sul de São Paulo, com seu advogado. Ele alterou seu relato, afirmando que não saiu do carro, mas manteve que os policiais desceram da viatura, algo que as imagens da Secretaria de Segurança Pública não confirmam.

No dia 14 de agosto, repórteres foram ao local onde o motorista esteve estacionado dias antes. Enquanto tentavam acessar imagens de câmeras de segurança, foram abordados por um homem e uma mulher que, sem se identificarem, perguntaram se buscavam gravações.

Inicialmente, a dupla não explicou o motivo do questionamento, mas depois admitiu estar ali também para procurar imagens sobre o ocorrido. Após insistência, o homem revelou: "Nós somos policiais".

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