
Javier Milei durante discurso em evento político (Foto: Instagram)
O governo brasileiro classificou como "inaceitáveis" as recentes ofensas e acusações feitas por Javier Milei sobre as eleições no Brasil. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o presidente da Argentina tenta interferir no processo eleitoral. A declaração foi divulgada nesta terça-feira, 20 de outubro.
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Mais cedo, Milei fez novas alegações contra Lula (PT) nas redes sociais, chamando-o de "esquerdista ladrão" e insinuou a possibilidade de fraude no segundo turno das eleições. O líder argentino não apresentou provas, mas afirmou esperar que "o último truque sujo da campanha deles [Partido dos Trabalhadores] não inclua roubar a eleição".
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O Itamaraty respondeu que o presidente argentino repete mentiras de opositores que sofreram um golpe militar fracassado há quatro anos. Afirmou ainda que essa manifestação antidemocrática é desequilibrada e não condiz com a postura de um chefe de Estado de um país amigo.
No comunicado, o Itamaraty reforçou que o sistema de votação brasileiro é "comprovadamente seguro", com validação de observadores eleitorais internacionais.
Os ataques de Milei a Lula não são novidade. Em julho, durante o evento de candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), ele chamou Lula de "presidiário". Dias depois, acusou o presidente brasileiro de investir 1 bilhão de dólares na campanha de Sergio Massa, rival de Milei em 2023.
Após essas alegações, o Brasil chamou de volta seu embaixador na Argentina, Julio Bitelli, e convocou o então embaixador argentino em Brasília, Daniel Raimondi, para esclarecimentos. Em agosto, o Itamaraty decidiu não enviar Bitelli de volta a Buenos Aires, rebaixando as relações entre os países.







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