
Quando o consumo de pornografia vira obstáculo à intimidade do casal (Foto: Instagram)
A crescente variedade de conteúdos pornográficos trouxe à tona um dilema comum entre casais, especialmente os heterossexuais: os desentendimentos causados pelo consumo desse tipo de material. Atualmente, é sabido que o uso excessivo pode, de fato, afetar o desempenho sexual e a dinâmica do relacionamento, já que cria expectativas irreais sobre como o sexo deve ser.
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De acordo com um estudo publicado na revista Health Communication, há uma relação negativa entre o consumo de pornografia e a satisfação sexual masculina. Em resumo, quanto mais frequente é o consumo desses conteúdos, menor é a satisfação, o desejo e a disposição na cama.
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A psicoterapeuta sexual Lucimar Ghelfi explica que o sinal de alerta aparece quando esses conteúdos passam a dominar a excitação. "O homem vê corpos, ereções, duração e práticas de uma forma muito específica. Essas imagens tornam-se referência para a vida real e moldam suas expectativas sobre como o sexo deve ser. Ele começa a comparar seu próprio corpo e desempenho com o que vê na tela e pode ver como falha situações naturais da sexualidade, como variações na ereção, desejo e tempo da relação", destaca.
Além de gerar preocupação excessiva com o desempenho, esses conteúdos podem fazer com que o sexo real perca a graça, já que ele não se assemelha ao que a pornografia retrata. "Portanto, reduzir a exposição a esse estímulo é parte do caminho para que o desejo volte a responder ao que acontece fora da tela", alerta.
Embora também possa impactar a resposta sexual, Lucimar ressalta que é importante não atribuir dificuldades de ereção e ejaculação apenas ao conteúdo adulto. Segundo ela, essas questões podem estar ligadas a fatores físicos e psicológicos que devem ser investigados. Ainda assim, a especialista destaca alguns sinais que merecem atenção: perceber a necessidade crescente de pornografia para se excitar e a perda de estímulo ou dificuldades com o sexo real.
"Sexo não acontece como em um vídeo. Existe comunicação, desejo, insegurança, variação de ritmo e respostas diferentes de cada pessoa. Quando o homem deixa de viver a experiência e passa a se observar para saber se está correspondendo, ele pode acabar se tornando espectador da própria relação", alerta.
Por fim, a psicoterapeuta reforça a importância de reconhecer a condição para buscar ajuda. De acordo com ela, o tratamento geralmente envolve terapia e outras abordagens individualizadas para cada caso.







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