Sergio Moro detona Lula em mova publicação: “Brasileiro já conhece esse malandro”

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O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (22), e cobrou a divulgação dos dados bancários de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Em publicação nas redes sociais, o ex-juiz questionou o acordo firmado entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a abertura de sigilos bancários, fiscais e telefônicos dos candidatos e de seus familiares.

Moro afirmou que o presidente precisa esclarecer a origem dos recursos utilizados pelo filho, que mora na Espanha. O governador eleito também questionou a utilidade do acordo caso as informações financeiras de Lulinha não sejam divulgadas. “Se o Lula não abrir o sigilo bancário das contas do Lulinha e não esclarecer a origem do dinheiro que custeia a vida luxuosa do filho foragido na Espanha, de nada adiantará esse teatro no TSE. O brasileiro já conhece as artimanhas do Lula. Um malandro… petista”, escreveu Moro.

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A declaração ocorre em meio às discussões sobre a divulgação de informações financeiras dos dois candidatos à Presidência. Na quinta-feira (22), representantes das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro formalizaram um acordo no TSE que prevê a abertura de dados dos políticos, familiares e empresas relacionadas a eles. A medida foi proposta pelo presidente durante o debate eleitoral realizado pela Band no domingo (18). Entre os nomes incluídos no compromisso está Fábio Luís, que é investigado pela Polícia Federal em apurações envolvendo suspeitas de tráfico de influência e possíveis irregularidades relacionadas a negócios com o governo federal. Uma das investigações examina a atuação de pessoas ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, investigado no esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários.

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A discussão sobre os sigilos ganhou novos desdobramentos após as campanhas apresentarem documentos ao TSE. O acordo prevê a disponibilização de informações dos últimos oito anos, além de condições adicionais negociadas entre os representantes dos candidatos. Entre os pedidos da equipe de Flávio estão registros financeiros de Lulinha e dados relacionados a empresas ligadas ao empresário. Por outro lado, a campanha de Lula também solicitou informações de familiares de Flávio e de empresas associadas ao senador. Uma das exigências envolve a Alcazar Holdings, pertencente ao advogado Willer Tomaz, amigo do candidato do PL e investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro.

O ministro André Mendonça, relator do caso no TSE, entendeu que a Justiça Eleitoral não precisa atuar como intermediária na divulgação dos dados, que podem ser apresentados pelos próprios envolvidos. A decisão provocou divergências entre as campanhas sobre a forma de disponibilizar os documentos. Até a manhã desta sexta-feira (23), as informações financeiras ainda não haviam sido divulgadas publicamente, apesar da apresentação das autorizações pelas duas equipes. Também não havia previsão oficial para que os registros fossem disponibilizados antes do segundo turno, marcado para domingo (25).

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