
Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, 27, assassinada em Jaboticatubas (MG). (Foto: Instagram)
Belo Horizonte – O Instituto Médico Legal (IML) deve esclarecer se Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, estava grávida quando foi assassinada em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A suspeita foi levantada por familiares após o corpo da jovem ser encontrado enterrado em uma área rural da cidade na quarta-feira (21/10).
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Em entrevista, o delegado responsável, Alexandre Fonseca, mencionou que os exames complementares poderão confirmar ou descartar a gravidez. A perícia também deve ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte, incluindo a possível utilização de substâncias químicas, como soda cáustica.
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O irmão da vítima, Maxwell Mota, relatou após a coletiva de imprensa da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) na manhã desta quinta-feira (22/10), que a suspeita surgiu a partir de informações compartilhadas pela irmã mais nova de Beatriz. Segundo ele, tanto a mãe quanto a irmã mais velha também tinham essa suspeita, mas a família não possui confirmação.
De acordo com o delegado, os resultados periciais são aguardados para esclarecer aspectos da morte. A investigação sugere que Beatriz foi assassinada e teve o corpo ocultado pelo ex-namorado, Samuel Castro Melo, de 18 anos, e pela atual namorada dele, Carla Luíza da Silva, de 23.
O corpo foi encontrado enterrado em uma área rural. Segundo o delegado, os investigadores encontraram indícios que levaram à localização dos restos mortais, além de objetos da vítima, como sandálias e a capa do celular.
A principal linha de investigação aponta para um conflito entre Beatriz e a atual namorada do ex-companheiro. A Polícia Civil também apura se o crime foi premeditado, já que a existência de uma cova preparada antes da execução sugere planejamento.
Beatriz estava desaparecida desde 9 de outubro, quando saiu de um bar em Jaboticatubas e entrou em um Volkswagen Up branco. Antes de sair, avisou aos amigos que retornaria em poucos minutos e pediu que a procurassem caso não voltasse.
Segundo o delegado, Samuel admitiu que dirigia o carro e que buscou Beatriz no bar, mas atribuiu o planejamento e a execução do crime à adolescente que estava com o grupo. A mulher presa optou por permanecer em silêncio.
A adolescente, de 15 anos, é tratada como testemunha, mas sua participação ainda está sob investigação. O celular dela foi apreendido, e a Polícia Civil pretende analisar o aparelho para confrontar as informações fornecidas no depoimento.
O irmão da vítima afirma que a família espera pela responsabilização dos envolvidos. "Queremos justiça e esperamos por ela", declarou Maxwell.







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