Médico do Einstein critica eleitores de Lula: “não atendo petista vagabundo”

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Cardiologista publicou que se recusaria a atender eleitores do PT; Einstein repudiou discriminação e informou que analisa o caso. (Foto: Instagram)

Carlos Carone | 25/10/2026 15:42, atualizado 25/10/2026 15:43

O cardiologista Clederson Henry Dina, que atende no Hospital Israelita Albert Einstein, provocou forte repercussão nas redes sociais após publicar ataques a apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e dizer que se recusa a atender eleitores do partido. Em uma publicação no Instagram, o médico escreveu: “Não atendo petistas vagabundos”. Na mesma postagem, afirmou ter “recursos” para recusar pacientes, mas não explicou como identificaria a orientação política de quem procura atendimento.

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As declarações foram apagadas antes de o recurso stories completar o prazo de expiração automática de 24 horas. Depois de receber uma onda de críticas em fotos de seu perfil, o profissional restringiu o acesso à conta neste sábado (24/10).

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Antes da repercussão do episódio, a biografia de Dina mencionava sua atuação no Einstein e na clínica do infectologista David Uip, diretor nacional de infectologia da Rede D’Or. Após a controvérsia, as duas referências foram retiradas do perfil do médico.

CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA

A conduta anunciada pelo cardiologista contraria diretamente as diretrizes que regulam a medicina no país. A Resolução nº 2.217/2018 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que institui o Código de Ética Médica, determina expressamente que o exercício da profissão não pode admitir discriminação de qualquer natureza — por credo, raça, orientação sexual ou posicionamento político.

Além disso, o artigo 7º do capítulo III do normativo proíbe a recusa de atendimento em serviços de urgência e emergência quando prestar assistência for uma obrigação do profissional, independentemente de qualquer alinhamento ou decisão da categoria.

POSIÇÃO INSTITUCIONAL

O Hospital Israelita Albert Einstein divulgou nota oficial em que repudiou qualquer tipo de discriminação e esclareceu que a declaração do profissional não representa a posição da instituição. O hospital informou que o caso está sendo analisado internamente.

Confira a íntegra da nota do Hospital Israelita Albert Einstein:

“O Einstein conta com cerca de 20 mil médicos, entre autônomos e contratados, que atuam no hospital. Declarações individuais desses profissionais não representam o posicionamento institucional da organização. O Einstein repudia de forma veemente qualquer manifestação ou ação discriminatórias e não tolera condutas que atentem contra o respeito e os direitos de qualquer pessoa. Esses princípios são inegociáveis para a organização e fazem parte das regras gerais de atividade médica do Einstein. O caso mencionado está sendo tratado de acordo com o código de ética, princípios e diretrizes institucionais.”

A coluna tenta entrar em contato com o cardiologista.

Tags: Hospital Israelita Albert Einstein, Lula, médico, São Paulo.

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