
Após a reeleição de Lula, líderes do Centrão criticam a campanha de Flávio Bolsonaro e avaliam reaproximação com o governo. (Foto: Instagram)
Com a reeleição do presidente Lula (PT) no domingo (25/10), líderes do Centrão começaram a listar os erros eleitorais de Flávio Bolsonaro (PL) e a se preparar para voltar ao grupo petista, de olho em espaço no governo.
Em conversas reservadas depois do resultado das urnas, caciques do Centrão disseram que Flávio perdeu no segundo turno por “soberba” e “arrogância”. Eles também mencionaram a “agressividade com os mais pobres” por parte do senador.
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Embora tenham apoiado Flávio no segundo turno, caciques do Centrão avaliam que podem buscar uma reaproximação com Lula. Para isso, contam com lideranças de seus partidos que mantiveram uma ponte com o petista.
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O PP de Ciro Nogueira, por exemplo, manteve o ex-ministro André Fufuca (MA) ao lado do presidente reeleito. Já o Republicanos conta com Silvio Costa Filho (PE). O MDB, por sua vez, aposta nos diretórios do Norte e Nordeste.
“Parabéns ao presidente Lula, reeleito democraticamente conforme a Constituição de 1988. É um momento em que a vontade popular se fez soberana. Desejamos que ele tenha serenidade para governar o país em favor de TODOS (sic) sem exceção”, escreveu o MDB nas redes sociais.
CENTRÃO JÁ MIRA TARCÍSIO
A aproximação com o “Lula 4”, porém, não quer dizer que o Centrão estará com o PT em 2030. Caciques do bloco avaliam que a derrota bolsonarista abrirá caminho para uma candidatura do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A avaliação que predomina no Centrão é que os quatro anos até a próxima eleição presidencial darão às legendas do bloco a oportunidade de se reorganizar em torno de Tarcísio.
Os partidos do grupo sempre defenderam o governador paulista como candidato ao Palácio do Planalto, mas foram preteridos quando Jair Bolsonaro escolheu seu filho primogênito.
SEM CONTESTAÇÃO
Apesar de terem apoiado Flávio no segundo turno, partidos do Centrão afirmam que não vão aderir à iniciativa do senador de pedir a anulação das eleições por causa da prorrogação do período de votação.
Em discurso após o resultado, Flávio disse que não aceitará a derrota por causa da decisão do ministro do STF Cristiano Zanin de atender a um pedido do PT e manter as urnas abertas por mais duas horas, até 19h.
Caciques do Centrão ouvidos avaliam que a iniciativa é “equivocada” e dizem que Flávio deveria reconhecer o resultado das urnas, que deram a vitória a Lula, com 64,2 milhões de votos, contra 59,8 milhões do senador.
Tags: Centrão, Eleições 2026, Lula







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