Com Flávio nos EUA, irmão de Zambelli pede a Trump: “Save Brazil”

Publicado por

–


Bruno Zambelli pediu a prisão de Alexandre de Moraes em comentário publicado em uma postagem de Donald Trump. (Foto: Instagram)

São Paulo — O deputado estadual reeleito de São Paulo, Bruno Zambelli (PL), irmão da ex-deputada federal Carla Zambelli, que continua presa na Itália, pediu em uma publicação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes seja preso.

++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos

O comentário foi publicado na terça-feira (27/10), quando já circulava a informação de que o senador e candidato derrotado à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), estaria indo para os Estados Unidos com apoio do governo Trump.

++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro

O parlamentar foi procurado para prestar mais esclarecimentos, mas não havia respondido até a publicação. O espaço permanece aberto.

O Partido Liberal (PL) promoveu uma reunião de emergência nessa terça-feira (27/10), na sede da legenda, no complexo Brasil 21, em Brasília, após informações de que Flávio havia deixado o Brasil rumo aos Estados Unidos. Conforme informações divulgadas, nem todos os integrantes do partido sabiam da decisão do senador.

Nesta quarta-feira (28/10), Flávio divulgou uma carta na qual se declarou “verdadeiro presidente do Brasil”. Mais tarde, apagou a publicação e substituiu a expressão por “líder”.

Na carta, Flávio afirmou que, depois da “repugnante fraude eleitoral”, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, colocou em prática um “plano previamente elaborado” — o pedido de apreensão do passaporte. O senador disse que Moraes “muito provavelmente estaria preso, se eles não tivessem impedido a minha posse, pôs em andamento a máquina de perseguição política do regime”.

Flávio negou ter fugido do Brasil: “Eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de serviçais do regime.”

O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também declarou que pretende comandar a oposição diretamente dos Estados Unidos.

“Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”, declarou Flávio.

No documento, Flávio também agradeceu ao presidente da Argentina, Javier Milei, pela “coragem e senso de justiça e legalidade”, e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por recebê-lo no país.

A íntegra da carta assinada por Flávio:

Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil. Antes de mais nada, queria agradecer ao Presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao Presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher. Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país. O Presidente Trump é um grande defensor da liberdade de expressão.

Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos. A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno. Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas. Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes. Até agora, o TSE se limitou a defender a prorrogação do horário e não há sequer uma única resposta crível. E as nulidades não são o único problema.

Ao longo de toda a campanha, houve abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública em favor da reeleição. São fatos graves, expressamente vedados por lei, que justificam a cassação da chapa Lula-Alckmin.

A resposta do regime ao meu questionamento veio rápida. Como num plano previamente elaborado, sete minutos após essa repugnante fraude eleitoral, o juiz, implicado em um imenso escândalo de corrupção, diretamente citado no inquérito que usou para tentar sequestrar meus passaportes, e que muito provavelmente estaria preso, se eles não tivessem impedido a minha posse, pôs em andamento a máquina de perseguição política do regime. Sendo impedido de origem e completamente suspeito para iniciar qualquer procedimento judicial contra mim, a sua mera participação em atos processuais mostra o tamanho da arbitrariedade e ilegalidade em andamento.

Não era minha intenção deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar. Isso é o manual clássico de qualquer golpe de Estado. A perseguição política que começou com meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e se espalhou para milhares de outros brasileiros patriotas comuns e até mesmo cidadãos americanos, tem um único objetivo: silenciar qualquer pessoa que não concorde com o regime de exceção instaurado no Brasil, através de uma Suprema Corte aparelhada pela organização criminosa petista.

Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime. O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada, que visava me colocar como refém e objeto de chantagem para proteger os juízes corruptos da Suprema Corte do impeachment. Eis o roteiro da perseguição: apreensão de passaporte, tornozeleira eletrônica, censura, prisão domiciliar, julgamento de fachada e, finalmente, condenação política.

Não vou submeter minha família a isso e meu país não merece passar novamente por este vexame internacional. Diante da instrumentalização política da Justiça no Brasil, trouxe minha família para os Estados Unidos, onde estamos em segurança. Agradeço, mais uma vez, ao Presidente Trump e ao governo americano por nos acolherem e nos darem a segurança jurídica que não temos mais no Brasil.

Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de serviçais do regime.

Não sou o primeiro a ter que lutar pelo próprio país longe dele. Rui Barbosa foi para o exílio por enfrentar o arbítrio de Floriano Peixoto e de lá seguiu defendendo a lei e a liberdade. Charles de Gaulle liderou a França Livre a partir de Londres, condenado à morte pelo regime de Vichy, e voltou para libertar o seu país. José Martí organizou a luta pela independência de Cuba a partir de Nova York. Na Venezuela, Juan Guaidó e Edmundo González tiveram que deixar o país por enfrentar a ditadura chavista, e María Corina Machado, mesmo perseguida, se recusou a legitimar a fraude e se tornou um símbolo mundial da resistência democrática. Todos eles foram tratados como criminosos pelos regimes que enfrentavam. A história os chamou de outra coisa.

Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil. Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania. Vocês que almejavam a mudança, e eu não vou abandoná-los, eu serei a voz e a liderança livre da nossa nação.

Às instituições brasileiras, faço um apelo: essa sandice precisa acabar. O Brasil vive hoje um caos jurídico, de corrupção e de perseguição política, em que a oposição tem medo de falar e a família de um ex-presidente é tratada como inimiga do Estado. Nenhuma nação consegue viver em paz ou prosperar assim. Ainda há tempo de restabelecer o equilíbrio entre os Poderes e devolver aos brasileiros a confiança que perderam.

À comunidade internacional, peço: não normalizem o que está acontecendo no Brasil. O que acontece hoje no meu país não é normal e não pode ser tratado como normal.

Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr.

E a você, que votou em mim e sonha com a mudança: não estamos derrotados e não estamos sozinhos. Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil. Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e legítimos, para impedir que Lula consolide um regime ditatorial no Brasil. Peço a cada um que permaneça firme e jamais desista.

Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro. Ela só termina quando o Brasil voltar a ser um país livre. E esse dia vai chegar.

Que Deus abençoe o Brasil.

RESULTADO DAS URNAS

  • No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio ficou à frente de Lula na votação para presidente.
  • O candidato do PL recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto o petista alcançou 45,16%.
  • No segundo turno, em 25 de outubro, Lula virou o resultado e venceu a disputa.
  • A apuração terminou com 64.256.232 votos para o petista e 59.826.041 para Flávio, diferença de aproximadamente 4,43 milhões de votos a favor do presidente reeleito.
  • A eleição em que Flávio foi derrotado foi reconhecida pelo TSE, pelo PL e por outros partidos da oposição, por seu vice, Alfredo Gaspar, e pela comunidade internacional.

FLÁVIO BOLSONARO E FAMÍLIA CHEGAM A MIAMI

O senador Flávio Bolsonaro e seus familiares desembarcaram nos Estados Unidos por volta das 10h25 (horário de Brasília) desta quarta-feira (28/10). O avião particular em que estavam saiu da Argentina, parou no Equador e seguiu para Miami, com pouso no Miami-Opa Locka Executive Airport.

Durante a madrugada, o governo argentino confirmou que o parlamentar passou pelo país na noite dessa terça-feira (27/10). Em comunicado, a Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que ele atravessou a fronteira pela Ponte Internacional Tancredo Neves, em Misiones, por volta das 22h50, e saiu do território 40 minutos depois.

O senador viajava com a mulher, Fernanda Bolsonaro, e as filhas. Segundo o órgão, os quatro apresentaram documentos de viagem válidos e não tinham impedimentos legais para entrar no país. Ainda conforme a migração, às 23h30, a família embarcou em um voo privado da companhia Baires Fly. Guayaquil, no Equador, constava como destino no plano de voo.

*Em atualização

Tags: alesp, carla zambelli, São Paulo

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *