
Galáxia primitiva MXDFz4.4 vista pelo Hubble (Foto: Instagram)
Por meio do Telescópio Espacial Hubble, da NASA, astrônomos identificaram uma galáxia primitiva que já existia apenas 1,4 bilhão de anos após o Big Bang. A descoberta, nomeada MXDFz4.4, foi feita através da análise da luz ultravioleta emitida por suas estrelas.
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Conforme comunicado, os corpos estelares jovens na MXDFz4.4 têm a capacidade de gerar luz ionizante que transforma o gás neutro e opaco dentro e ao redor da galáxia. Para os cientistas, isso sugere que galáxias semelhantes no início do Universo conseguiram "limpar" a névoa neutra de gás hidrogênio que preenchia o cosmos naquela época.
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A pesquisa foi liderada por Ilias Goovaerts, do Instituto de Ciência do Telescópio Espacial (STScI), nos Estados Unidos, e os resultados foram publicados no Astrophysical Journal na terça-feira (23/6).
Para detectar a MXDFz4.4, o Hubble utilizou um "truque espacial". Enquanto a luz ultravioleta emitida pelas estrelas jovens e massivas viajava por mais de 12 bilhões de anos até alcançar as lentes dos telescópios, o espaço se expandiu e a luminosidade foi desviada para o vermelho, tornando-se visível para o instrumento.
"Acreditava-se que observar uma galáxia como esta era impossível. Os pesquisadores temiam que a 'névoa' ou hidrogênio neutro do universo primitivo fosse muito densa e obscurecesse nossa visão de sua luz ionizante. O Hubble não apenas detectou essa luz, mas também revelou detalhes incríveis sobre as características da galáxia", afirmou Goovaerts em comunicado. Ao analisar as particularidades da galáxia, descobriu-se que ela era do final da Era da Reionização, um período em que as primeiras estrelas e galáxias foram formadas. A intensa radiação dos objetos recém-nascidos separou os elétrons dos átomos de hidrogênio, dissipando a névoa de gás neutro que mantinha o cosmos oculto.
Ainda não está claro como todo esse processo ocorreu no Universo primitivo. Entretanto, a MXDFz4.4 pode oferecer pistas valiosas para que os cientistas encontrem respostas definitivas.
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