Banco Central considera limitar Pix de bancos e fintechs com falhas de segurança

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Sede do Banco Central do Brasil, em Brasília (Foto: Instagram)

O Banco Central (BC) está analisando a possibilidade de restringir o uso do Pix por bancos e fintechs que apresentem vulnerabilidades em seus sistemas de segurança cibernética. Essa medida surge em resposta ao aumento de fraudes e ataques hackers no setor financeiro.

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O Metrópoles apurou que a proposta está em avaliação e pode permitir ao regulador impor limitações preventivas a instituições consideradas vulneráveis. Isso incluiria restrições de valores, horários ou até mesmo a suspensão de serviços relacionados ao Pix. O objetivo é reforçar a segurança do sistema e minimizar os danos causados por crimes digitais.

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Nos últimos 12 meses, os desvios relacionados a ataques cibernéticos ultrapassaram R$ 1,5 bilhão, conforme dados do BC. O aumento das fraudes gerou preocupação dentro da autoridade monetária, especialmente após incidentes significativos envolvendo instituições ligadas ao sistema de pagamentos instantâneos.

Atualmente, o Banco Central precisa abrir processos administrativos para penalizar instituições que violam normas, o que pode tornar a resposta lenta e sujeita a disputas judiciais. A proposta atual visa dar mais poder à supervisão para agir preventivamente, evitando que falhas de segurança resultem em perdas financeiras significativas.

Entre as medidas em discussão estão a proibição de registrar novas chaves Pix e a limitação de transações para instituições que não cumprirem requisitos mínimos de segurança digital. O objetivo é incentivar bancos e fintechs a investirem mais em segurança cibernética.

O BC já vem tomando medidas nesse sentido. Em 2025, por exemplo, foram estabelecidos limites para operações realizadas por instituições não autorizadas ou que dependem de intermediários tecnológicos, um dos principais alvos de criminosos. Mesmo assim, os casos de fraude continuaram a aumentar, indicando a necessidade de ações mais rigorosas.

Com as novas regras, o BC pretende aumentar a confiança no sistema e reduzir as brechas exploradas por criminosos, ao mesmo tempo em que pressiona o setor financeiro a melhorar a proteção de dados e transações.

O Metrópoles procurou o Banco Central para comentar, mas ainda não obteve resposta.

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