
Fuzis, drogas e equipamentos apreendidos na Operação Última Parada contra lavagem do PCC (Foto: Instagram)
A Polícia Civil, em conjunto com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), realizou uma operação contra um esquema de lavagem de dinheiro do PCC utilizando empresas de ônibus. Durante a ação, foram apreendidos fuzis e drogas em um local vinculado a Jair Ramos de Freitas, conhecido como "Cachorrão".
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
Além de Cachorrão, outras quatro pessoas foram alvo da Operação Última Parada, incluindo o vereador Senival Pereira de Moura (PT), que foi preso na manhã desta quinta-feira (25/6).
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
De acordo com a Polícia Civil, Cachorrão está diretamente envolvido com o Primeiro Comando da Capital. Ele é acusado de operar o esquema que usava a estrutura da concessionária Transunião para lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas.
A operação desta quinta-feira é resultado de uma investigação iniciada em 2020, após o assassinato de Adauto Soares Jorge, ex-diretor da Transunião, em uma padaria em Lajeado, na zona oeste de São Paulo. Segundo as investigações, Adauto foi morto a tiros porque membros do PCC acreditavam que ele estava desviando dinheiro do esquema para beneficiar Senival. A polícia aponta Cachorrão como responsável pelo homicídio.
O delegado Ronaldo Sayeg, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), declarou que Senival foi perdoado pelo PCC ao restituir os valores desviados.
Durante a investigação do homicídio, foi encontrada uma carta manuscrita, identificada como um "salve" do PCC, detalhando o desvio de R$ 15 milhões e disputas internas pelo controle da Transunião.
A investigação aponta Senival Moura como líder oculto da empresa Transunião. Mensagens trocadas revelaram que decisões financeiras e empresariais precisavam da aprovação do petista, que era chamado por apelidos como "presidente", "véio", "velhinho" e "vereador".
Planilhas internas indicam que Senival era o beneficiário real de pelo menos 13 ônibus registrados em nome de terceiros ou da própria Transunião, movimentando mais de R$ 8,7 milhões entre 2019 e 2022, dos quais R$ 2,47 milhões não têm origem declarada. Além disso, o vereador possui um patrimônio imobiliário de alto padrão, considerado incompatível com sua renda oficial.
Os suspeitos presos incluem Jair Ramos de Freitas ("Cachorrão"), Senival Pereira de Moura, Leonel Moreira Martins, Lourival de França Monário e Devanil de Souza Nascimento ("Sapo").
A Transunião Transportes S.A, Duvale Distribuidora de Petróleo e Álcool Ltda, SPM – Transporte Urbano de Passageiros S/A, Universo Bus Comércio e Serviços Ltda, LMP Transportes, ICM Transportes e FRF Transportes foram identificadas como partes do esquema de lavagem de dinheiro.
O documento policial destaca Senival como o principal responsável por usar a Transunião para lavagem de dinheiro em favor do PCC. Ele exerce cargos de 1º secretário da Mesa Diretora e presidente da Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica na Câmara Municipal de São Paulo, o que lhe dá poder sobre o setor onde opera a Transunião.
O Metrópoles tentou contato com o vereador Senival Moura e os demais citados, mas não obteve resposta. A Prefeitura de São Paulo, através da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e da SPTrans, informou que a operação dos ônibus da Transunião continua normalmente.
“A Administração Municipal aguarda a notificação oficial da decisão judicial para avaliar seus termos e definir as providências necessárias a partir de agora.”







Leave a Reply