Ora, provas para quê? O mundo fantástico de Flávio na América sob a proteção de Trump, derrotado por tsunami azul

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Flávio Bolsonaro questiona a segurança das eleições brasileiras em entrevista a jornal dos EUA, enquanto Donald Trump ainda não reconheceu a vitória de Lula. (Foto: Instagram)

Só faltava isso para a família Bolsonaro, seus apoiadores fiéis e eleitores ocasionais: Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, reconhecer a vitória de Lula no último dia 25 ou, ao menos, admitir que o processo eleitoral brasileiro transcorreu sem evidências de fraude. Até agora, ele não fez nenhuma das duas coisas. E não parece que vá fazer tão cedo.

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Como ficariam por lá os fugitivos Flávio e Eduardo? Ou será que não ficariam? Os dois têm passaporte italiano, que poderia permitir uma fuga para a Itália, onde a ex-deputada Carla Zambelli encontrou abrigo temporário ou definitivo. Se tivesse ficado aqui, ela estaria presa após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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Você já não se lembra de Zambelli, ligada a um famoso hacker? E da confusão que ela causou no centro da capital paulista ao correr armada atrás de um militante político com quem havia trocado insultos na rua? Isso aconteceu na véspera do segundo turno da eleição de 2022, vencida por Lula contra Jair Bolsonaro.

Acostumado a responsabilizar os outros pelos próprios erros, o ex-presidente, condenado por tentativa de golpe de Estado, culpou Zambelli: segundo ele, teria sido reeleito se não fosse por ela. Faltaram poucos votos para isso. O ex-deputado Roberto Jefferson também teria sua parcela de culpa, por receber a tiros e granadas agentes federais que foram fazer uma busca em sua casa, no Rio de Janeiro.

Sem ter muito o que fazer na América, além de se divertir gastando parte do dinheiro que teria recebido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme em homenagem ao pai, Flávio passou a primeira semana por lá dando entrevistas ao The New York Times, à Folha de S.Paulo e ao The Washington Post. Uma conversa foi quase igual à outra, com poucas novidades. Ele sempre foi bom em decorar. Quando precisa improvisar, costuma se sair mal.

Na entrevista mais recente, ao Post, ele afirmou que o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), “não sabe do que está falando” ao dizer que não houve fraude nas eleições brasileiras. Flávio foi quem sugeriu Nunes Marques ao pai para uma vaga de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Depois do primeiro encontro com Jair no Palácio da Alvorada, Nunes Marques deixou o local como futuro ministro do STF.

“Eu garanto a vocês que ele [Nunes Marques] não sabe do que está falando. Nem eu, nem vocês, nem ninguém que esteja assistindo, nem o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, pode afirmar com 100% de certeza que não houve fraude”, disse Flávio ao jornal norte-americano. E as provas, onde estão?

Ora, para que provas? Flávio se apoia em Trump e citou duas declarações de seu guia e protetor: “O pleito foi uma fraude” e “Foi uma vergonha”. Trump não apresentou provas para respaldar essas afirmações, mas isso não parece importar. Flávio garantiu que Trump “está convencido de que o Brasil não é mais uma democracia plena”.

Como cerca de 60 milhões de eleitores puderam escolher para presidente da República um candidato sem qualificação alguma para ocupar qualquer mandato eletivo e com uma trajetória de vida salpicada de lama? Investigado pelo STF por meia dúzia de crimes, Flávio será preso se voltar ao Brasil. Por aqui, sua ausência será cada vez mais comemorada. Em breve, não falaremos mais dele.

Tags: Flávio Bolsonaro, Donald Trump, Lula, Carla Zambelli, Roberto Jefferson, política, STF

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