Pai que Agrediu Filha de 3 Anos no Paraná Pode Ser Acusado de Tortura

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Pai agride filha de 3 anos em via pública; caso pode ser qualificado como tortura (Foto: Instagram)

A Polícia Civil do Paraná está considerando indiciar por tortura, além de lesão corporal, um homem que foi filmado chutando o rosto de sua filha de 3 anos em Francisco Beltrão, no interior do estado. A investigação também está examinando possíveis agressões contra o outro filho do suspeito, de 5 anos.

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O suspeito foi detido na quinta-feira (9/7), um dia após ter prestado depoimento. O incidente veio à tona quando câmeras de segurança capturaram o momento em que ele chutou a menina enquanto caminhavam pela rua. A mãe das crianças registrou um boletim de ocorrência.

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Em uma entrevista ao Fantástico, da TV Globo, o delegado Ricardo Moraes declarou que a polícia está investigando pelo menos outros dois episódios graves de violência atribuídos ao homem. Relatos de familiares e das próprias crianças sugerem que as agressões ocorreram nos últimos meses.

Conforme reportado pelo Metrópoles, o suspeito também teria agredido o filho semanas antes, atingindo o rosto do menino com um pedaço de madeira. Há ainda relatos de punições consideradas cruéis, como forçar os filhos a se ajoelharem sobre feijões e tampas de garrafa PET, o que reforça a hipótese de tortura.

Em depoimento à Polícia Civil, o homem confessou ter agredido a filha e alegou que a ação foi uma reação ao choro da criança. Ele afirmou não se lembrar de todos os detalhes, mas expressou arrependimento.

A agressão ocorreu em uma rua de Francisco Beltrão (PR) no último domingo (5/7) e foi registrada por câmeras de segurança. O outro filho do homem, de 5 anos, também estava presente no momento do ataque. Em seu depoimento, o homem alegou que a menina começou a "chorar e berrar" enquanto voltavam do mercado.

O caso foi registrado na terça-feira (7/7), dois dias após a agressão. A mãe das crianças informou que pretende se divorciar e pediu uma medida protetiva contra o marido, que ficará proibido de se aproximar da família caso seja liberado.

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