Infecções fúngicas raras podem afetar órgãos vitais e são perigosas

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Lesões avermelhadas e coceira no braço podem ser sinal de micose e exigem atenção (Foto: Instagram)

As micoses são frequentemente vistas como problemas superficiais, como frieiras ou infecções nas unhas. Entretanto, certos fungos podem penetrar além da pele, atingindo órgãos vitais e causando infecções graves que necessitam de diagnóstico e tratamento rápidos. Apesar de serem raras na população em geral, especialistas alertam que pessoas com imunidade comprometida têm um risco maior de desenvolver infecções potencialmente fatais.

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Além das micoses invasivas, infecções que parecem simples também requerem atenção, especialmente quando persistem ou se espalham, principalmente em pacientes com doenças crônicas.

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A infectologista Gabriela Leite Camargo, do Hospital Pró-Cardíaco, da Rede Américas, no Rio de Janeiro, afirma que as infecções mais graves são aquelas que atingem os órgãos internos. “São as chamadas micoses invasivas, onde os fungos ultrapassam a pele ou mucosas e afetam órgãos internos como pulmões, cérebro e corrente sanguínea”, explica.

Entre essas infecções estão aspergilose invasiva, candidemia, mucormicose, criptococose, histoplasmose disseminada e formas graves de paracoccidioidomicose. O risco é maior em pacientes transplantados, em tratamento contra o câncer, pessoas com HIV avançado, diabéticos descompensados e pacientes em UTI.

SINTOMAS QUE PODEM INDICAR UMA MICOSE GRAVE

  • Febre persistente, especialmente sem melhora com antibióticos.
  • Falta de ar.
  • Tosse com sangue.
  • Dor no peito.
  • Confusão mental.
  • Dor de cabeça intensa.
  • Convulsões.
  • Lesões escuras na face, nariz ou palato.

NEM TODA MICOSE É GRAVE, MAS MERECE ATENÇÃO
As formas mais comuns da doença são superficiais e afetam pele, unhas e couro cabeludo. A frieira (pé de atleta), a tinea do corpo e a onicomicose são os diagnósticos mais frequentes nos consultórios dermatológicos. A dermatologista Ana Carolina Sumam, do Rio de Janeiro, afirma que o tratamento inadequado pode levar a complicações. “Os erros mais comuns são interromper o tratamento assim que os sintomas melhoram, usar medicamentos sem orientação médica e recorrer a receitas caseiras sem comprovação científica”, ressalta.

Esses hábitos podem mascarar a infecção, dificultar o diagnóstico, favorecer a persistência do fungo e aumentar o risco de recorrência, especialmente nas micoses das unhas, que geralmente requerem tratamento prolongado.

PREVENÇÃO REDUZ O RISCO DE INFECÇÃO
Especialistas destacam que medidas simples ajudam a prevenir as micoses mais comuns. Manter a pele limpa e seca, trocar meias diariamente, evitar roupas úmidas, usar chinelos em locais públicos e não compartilhar itens pessoais como toalhas, alicates ou calçados diminuem a chance de contágio.

É fundamental buscar atendimento médico se uma lesão aumentar de tamanho, se espalhar, não melhorar após algumas semanas de tratamento ou afetar unhas e couro cabeludo. Nesses casos, um diagnóstico correto é essencial para indicar o tratamento mais adequado e evitar que a infecção se torne mais extensa ou persistente.

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