Plástico “vivo” se decompõe em seis dias sem gerar microplásticos

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Plástico “vivo” promete fim dos microplásticos (Foto: Instagram)

Os microplásticos, pequenas partículas originadas da decomposição de plásticos, são um problema ambiental significativo. Em busca de soluções, cientistas chineses criaram um tipo de plástico com micróbios dormentes que, quando ativados, decompõem o material sem deixar fragmentos, evitando assim a formação de microplásticos.

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Nos testes iniciais, o plástico "vivo" se desintegrou em apenas seis dias sem gerar microplásticos. Esta invenção surge como uma solução viável para reduzir a presença dessas partículas minúsculas em nosso cotidiano e no meio ambiente.

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A pesquisa e a comprovação da eficácia foram conduzidas por cientistas da Academia Chinesa de Ciências, com os resultados publicados na revista ACS Applied Polymer Materials desde abril.

Microrganismos já são conhecidos por produzir enzimas naturais que quebram longas cadeias de polímeros, o que levou a estudos sobre a possibilidade de incorporá-los na composição do plástico. A diferença deste estudo é a criação de duas enzimas que atuam juntas, através da modificação genética da bactéria Bacillus subtilis, superando a limitação de pesquisas anteriores que dependiam de uma única enzima.

As bactérias foram inseridas em um tipo de plástico como esporos dormentes, garantindo a proteção e funcionalidade do produto final. A ativação das bactérias foi feita com a adição de um caldo nutritivo, levando à produção das enzimas que decompuseram o plástico em seis dias.

Por fim, os cientistas desenvolveram um produto plástico prático com as enzimas, que se degradou completamente em duas semanas. Este avanço pode ser aplicado em produtos plásticos de uso temporário. Além disso, os pesquisadores pretendem desenvolver um método para ativar os esporos na água, reduzindo a quantidade de plásticos nos oceanos.

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